Entrevista - Dione Warwick - A cantora, que permaneceu firme em sua fé, retornou finalmente PDF Imprimir E-mail
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07 de julho de 2008

Image“De passagem” (Walk on By), “Eu faço uma pequena oração” (I Say a Little Prayer), “Alfie” e “Você sabe o caminho para São José?” (Do You Know the Way to San Jose?) - são apenas uma pequena amostra de clássicos dos anos 60 de Burt Bacharach e Hal Davis pelos quais Dione Warwick é lembrada; isto sem mencionar a música ganhadora do Grammy, de 1985, “É para isto que são os amigos” (That's What Friends Are For).

A despeito desses sucessos, os maiores fãs da cantora dirão que seu melhor álbum foi “A magia de crer” (The Magic of Believing), de 1968, que era Gospel. Desde então, 40 anos se passaram - não sem muitos altos e baixos - mas a cantora permaneceu firme em sua fé e retornou finalmente à música Gospel, em 2008, com o lançamento do CD “Porque cantamos” (Why We Sing).
Dione Warwick contou à revista Música Cristã Hoje (Christian Music Today) o porquê desse novo álbum ser tão especial para ela, e falou a respeito de sua longa história com a música gospel. Aproveitou também para esclarecer a história acerca de seu envolvimento profissional com a Rede de Amigos Mediúnicos.

Qual a sua reação ao ouvir “Porque cantamos”?
Dione Warwick: Eu amo. Eu realmente sinto que esse é um dos meus melhores trabalhos. Eu espero que aqueles que comprarem o CD curtam ouvi-lo tanto quanto eu curti em gravá-lo.

O que você mais gosta no CD?
Eu acho que é o fato de estar cantando algo que realmente se identifica com quem eu sou. E também a oportunidade de gravá-lo com pessoas a quem amo como meus filhos Damon (que produziu o CD) e David (que é compositor e gravou o dueto na música “Sete”), minha irmã Dee Dee (que fez o dueto na música “Porquê cantamos”) e meu amigo BeBe Winans (parceira no dueto “Estou subindo”). Além do mais, já era hora de gravar um outro álbum gospel.

 De fato, seu último álbum gospel já tem mais de 40 anos. Por que outro agora?
Tudo começou com uma conversa com Edgar Bronfman Jr, que é o diretor-executivo da Time Warner. Ele me ouviu cantando gospel há quase 20 anos atrás e recentemente me perguntou: “Você gravaria um CD gospel para mim?”. Respondi: “Eu adoraria, mas preciso pensar no tempo que tenho e quando seria a hora certa”. Não pensei muito. Antes mesmo de chegar em casa, eu já tinha ligado para ele e dito “Sim, com certeza vou gravar o CD. Sinto que está na hora”. A partir daí começamos a gravar o CD.

Como você escolheu as músicas?
Inicialmente, eu queria gravar um CD gospel completamente tradicional e todos apoiavam esta idéia. Mas meu filho Damon, que foi quem produziu o CD, achou que seria bom considerar a possibilidade de gravar algumas músicas mais contemporâneas, escritas por compositores cujas canções estavam sendo gravadas com grande sucesso por jovens artistas no âmbito gospel. Disse então que estava aberta à idéia, desde que as músicas não fossem contemporâneas demais para o que eu tinha em mente.

Você deve realmente ter gostado da música “Porque cantamos” de Kirk Franklin, pois batizou o CD com o mesmo nome?
Eu amei “Porque cantamos”. De fato, eu digo em minhas apresentações que ela é o meu testemunho pessoal e estou certa de que Kirk pensa que é o dele também. Não existe outra razão pela qual a gente deva cantar senão porque existe alguém maravilhoso lá no céu.

Quando você ouve outros artistas gospel, você geralmente prefere os mais antigos ou busca ouvir a nova geração?
De uma maneira geral, eu escuto os mais antigos, embora também preste atenção à nova geração. Você não pode ouvir música Gospel e não incluir Donnie McClurkin ou BeBe e CeCe Winans. Mas ainda ouço o pessoal da Família de Cantores Ward (Ward Family Singers) e as irmãs Davis - estas são minhas referências básicas.

A que você atribui sua contínua atração pelo estilo mais antigo de música gospel?
Com certeza, ao fato de ter sido este o tipo de música que eu cresci ouvindo. Eu realmente sinto que este tipo de música é a Bíblia em forma de canções.

Quais são as suas memórias mais antigas ao cantar clássicos espirituais do tipo “Levante-se, brilhe e dê glória a Deus” (Rise, Shine and Give Glory to God) ou “Jesus me ama” (Jesus Loves Me), músicas que você gravou neste novo CD?
Estas músicas foram cantadas e gravadas por alguns dos maiores grupos e intérpretes da música gospel de nosso tempo. E, claro, eu sempre estive envolvida com minha igreja onde cantamos estas músicas quase todos os domingos de modo que elas estão muito arraigadas em mim. Não foi difícil, na verdade, escolher estas músicas para cantar.

Que memórias você tem da igreja de sua infância? Elas têm a ver com suas influências musicais mais antigas? Certo?
Absolutamente! Meu avô era pastor, e por isto uma parcela enorme do meu tempo era passada na igreja. Também o fato de eu vir de uma família de cantores de música gospel, contribuía para que eu sempre estivesse na igreja. Mais tarde, quando formamos nosso próprio grupo gospel, não foi diferente. A igreja, portanto, sempre esteve e sempre estará presente na minha vida.

Você ainda consegue encontrar tempo para ir à igreja em meio à correria da sua agenda?
Sim, sempre encontro um tempo para ir à igreja, e vou o máximo que posso.

Como você é recebida? Simplesmente como alguém da família ou eles a tratam de maneira diferente porque você é uma pessoa famosa?
Eles me tratam como família, sem dúvida. As antigas mães da igreja assim como as pessoas com quem eu cresci cantando no coral ainda estão por lá. Com eles, eu sou apenas Dione. Nada de tratamento especial! Eu agradeço a Deus por todos eles que ao longo dos anos têm me apoiado muito.

 Estando suas raízes na música Gospel, você experimentou alguma reação negativa quando começou a fazer sucesso gravando as músicas de Burt Bacharach e Hal David?
Sabe, as pessoas sempre me fazem esta pergunta, então eu sempre respondo o que meu avô costumava dizer para mim - como já mencionei anteriormente, ele era pastor e também meu maior fã. Ele dizia: “Primeiro de tudo: você está fazendo algo que utiliza o talento que Deus lhe deu, e você está fazendo isso com empenho e dedicação. Esta é uma maneira honesta de ganhar o pão de cada dia e você não tem nada do que se envergonhar”.

O que os seus fãs têm dito atualmente sobre o seu retorno à música Gospel?
Eu tenho recebido muitos e-mails de fãs - e mesmo de pessoas que não acompanham meu trabalho tão de perto - perguntando: “Por que você demorou tanto?”

Quando nosso site publicou a crítica do novo CD, nós recebemos muitos comentários semelhantes a este por parte dos leitores? Mas também nos foi perguntado acerca de seu envolvimento com a Rede de Amigos Mediúnicos (Pyshic Friends Network). Como você fez para conciliar o trabalho de apresentadora do programa de televisão veiculado por eles com suas crenças religiosas.
Eu era apresentadora do programa e nada mais do que isto! E já fazem vinte anos que o programa saiu do ar.

Você então se via mais como apresentadora do programa do que propriamente alguém que endossava o seu conteúdo?
Isto era exatamente o que eu fazia. Qualquer pessoa que realmente assistisse ao programa saberia disto.

Vamos seguir adiante então. Com freqüência, as pessoas se lembram de você também por seu envolvimento com trabalhos sociais e de caridade, particularmente pelo fato de você ter sido um dos primeiros artistas a se interessar pela causa da comunidade de pessoas com AIDS gravando “É para isto que são os amigos” (That's What Friends Are For).
Isto foi mais ou menos como se eu tivesse feito uma doação para ajudar a conscientizar as pessoas e ao mesmo tempo levantar fundos para o enfrentamento do problema. Aqueles que não se sentiam à vontade para se envolver abertamente com o problema - porque não quisessem ser vistos doando dinheiro para esta causa ou discutindo esta crise - podiam se aproximar dela, de forma indireta, através daquela música.

Fora do circuito ligado ao problema da AIDS, quais seriam outros locais onde esta música tem preservado um certo significado especial?
Eu já tive algumas conversas maravilhosas acerca da música ter sido tocada em formaturas, casamentos, aniversários, ou simplesmente como forma de celebração da amizade em geral. Você sabe, em todas estas circunstâncias, as pessoas entendem realmente a mensagem da canção.

Fale um pouco sobre outras atividades sociais com as quais você tem estado envolvida recentemente?
Eu fui escolhida como Embaixadora Global das Nações Unidas (para a Organização para a Agricultura e a Alimentação), mas eu sinto que todo trabalho de caridade que eu faço é uma maneira de dizer obrigado e de retribuir por tudo que tenho recebido. Eu não gasto muito tempo pensando no que eu faço, eu simplesmente faço o que pego para fazer.

 Por que você, como alguém da indústria do entretenimento, sente que seja tão importante envolver-se socialmente e retribuir?
Nem todas as pessoas na indústria do entretenimento possuem o mesmo nível de envolvimento, mas eu acredito que todos nós sintamos que o que nos foi dado é um grande presente, um dom maravilhoso. O fato de nossos talentos trazerem algum conforto ou alívio, já é algo que podemos dar em retorno, é uma retribuição, ainda que muito pequena.

Com relação às suas turnês, você está planejando cantar músicas de seu repertório Gospel em suas apresentações seculares?
Eu cantarei algumas músicas do estilo Gospel em meus shows seculares, mas estou planejando também uma turnê Gospel.

Sua turnê Gospel contará com seus grandes sucessos veiculados nas rádios?
Ah, sim, com certeza! Será uma turnê de música Gospel. Todo tipo de Gospel!

O que você mais curte em relação ao público que vai ao shows hoje em dia?
De uma maneira geral, é sempre maravilhoso o contato com o público. Mas é especialmente maravilhoso olhar o mais longe possível no auditório e ver as pessoas sorrindo. Ser parte deste momento em que as pessoas sorriem e participar de suas vidas é algo tremendo.

Este sentimento algum dia envelhece, sobretudo à medida que você se aproxima dos cinqüenta anos de carreira?
Nunca! Eu curto cada segundo.

Olhando em retrospectiva, o que você diria sobre os momentos altos de todos estes anos?
Nós não temos tempo suficiente para falarmos disto. Nós realmente não temos, pois têm sido muitos os momentos altos.

Em meio às várias eras de sua carreira, você tem alguma música favorita?
Todas elas. Eu trato as minhas músicas como se fossem minhas filhas.

Existe alguma coisa que você ainda não conquistou que você gostaria de conquistar?
O Oscar, o Grammy e o Tony - não necessariamente nesta ordem.

Você se vê de alguma maneira participando de algum projeto na Broadway?
Esta é a única maneira de se ganhar um Tony, portanto, sim, eu me vejo.

Que palavras de encorajamento você gostaria de dizer para sua audiência cristã no tocante à caminhada diária com o Senhor?
Primeiro de tudo: simplesmente confie e acredite. A fé uma coisa muito poderosa e como está dito: tudo que você precisa é tê-la no tamanho de um grão de mostarda. A fé tem sempre sido parte de minha vida de maneira que nunca deixo de tê-la comigo.

O que você diria para os fãs que têm escutado seu novo CD “Porque cantamos”, mas que ainda não conhecem ao Senhor?
Experimente-o, talvez você goste dele.

Fonte: Cristianismo Hoje

 

*** Para saber mais sobre a cantora, acesse seu site oficial.

Comentários
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Neuber Gonçalves  - Divino!   |189.21.173.5 |09-07-2008 10:42:42
Amo Dionne Warwick!
Sua voz é singular,sem igual,e este Álbum foi um presente!
Maravilhoso!
Cristiane A Diniz  - MÁXIMO DOS MÁXIMOS   |201.0.41.249 |11-07-2008 12:51:54
Os cristãos se identificam mesmo. Sempre amei as músicas da Dionne, e hoje descubro que é uma irmã em Cristo. Isso é o máximo dos máximos... Que Deus a abençoe mais e mais...
Whaner Endo     |189.102.97.54 |11-07-2008 22:38:01
É muito legal, mesmo quando a gente descobre que alguém que a gente admira ama o mesmo Deus...
Uma pena que existem pastores que acham que artista tem de se expressar somente dentro das
igrejas...

Abração
alberto  - cd   |201.78.214.104 |18-09-2008 19:09:26
Onde comprar CD Why We Sing?Quanto?
marcos azevedo   |70.145.86.136 |02-11-2008 12:02:15
Simplesmente demais.... e maravilhoso ver um talento desse louvando o Criador.e bencao pura.
Cida Portugal  - Dionne   |189.16.134.236 |27-04-2009 15:08:59
I love you Dionne.
you the best.
Is fantastic, the beatiful.
gabriel santos  - equivoco   |200.20.109.5 |06-05-2010 16:02:55
o grande mal entendido é pensar que artista é diferente de arquiteto, engenheiro lavadeira e vai...já pensou se todo profissional fosso prestar serviço só na Igreja? so precisamos entender que todo
ser deve louvar a Deus no que faz, só.
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Última Atualização ( 08 de julho de 2008 )
 
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