Confusão na Adoração - retrato de nossa época PDF Imprimir E-mail
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14 de julho de 2008

Imagepor Nelson Bomilcar

O que poderia ser motivo de unidade, hoje nos afasta. O que poderia ser um caminho de aliança, hoje faz romper. O que poderia ser motivo de edificação, faz ruir. O que poderia ser caminho de testemunho, impede incrédulos de enxergarem e conhecerem o cerne do Evangelho! O que poderia exaltar a pessoa de Jesus, exalta pessoas, ministérios e “pequenos reinos”. A adoração confusa marca nossa época presente, refletindo a falta de ensino bíblico e gerando interpretações estranhas das Escrituras!

Algumas décadas atrás, a Igreja brasileira sofreu algumas divisões provocadas por entendimentos diferentes quanto à doutrina do Espírito Santo e à adoração. Na adoração e louvor, as divisões quase todas se deram por uma análise das “posturas externas”. Uns levantavam a mão, outros não; uns diziam aleluia, outros não; uns batiam palmas, outros não; uns dançavam, outros não; uns falavam em línguas, outros não; uns eram informais nos cultos públicos, outros não, etc.

Nossa adoração pública era influenciada por movimentos musicais, que refletiam situações específicas vividas por algumas pessoas ou algumas igrejas em seus países de origem. Recebemos heranças que - não há como negar - os missionários trouxeram para a Igreja brasileira, e muito foi absorvido sem questionamento ou sem análise aprofundada. Por exemplo, dizia-se que não se podia usar música popular nos cânticos e hinos, e não nos dávamos conta de que nossos hinários estavam repletos de músicas populares, acrescidas com letras de temática bíblica ou cristã.

Tivemos a influência de Ralph Carmichael, Otis Schillings, Salomão Ginsburg, Kurt Kaiser, Beverly Shea (das cruzadas de Billy Graham), do ministério Maranatha Music, das cantatas de Peterson, etc. Em seu pano de fundo, as canções refletiam momentos,a com ênfases doutrinárias vividas pela Igreja na América do Norte. A Igreja brasileira, ainda sem uma identidade na adoração, simplesmente absorvia estes modelos e produções, muitas delas de excelente qualidade musical e teológica. Outras, nem tanto.

Fomos nos tornando mais rebuscados na adoração e em nossas manifestações artísticas, ao mesmo tempo em que se confundia adoração somente com música. A Igreja estava desmobilizada para a adoração pessoal e comunitária, vivia-se de apresentações musicais, onde as pessoas “assistiam” aos chamados “serviços de culto”. A tentação de copiar modelos era grande, assim como a busca por novidades era intensa e não tínhamos muitos mentores que pudessem ajudar a Igreja brasileira a crescer nesta compreensão da adoração.

É por isso que trabalhos como o do pr. João Souza Filho, Gottfriedson, Asaph Borba (na época na Seara Latina Evangelística), Jairinho e Paulo César (na época na Palavra da Vida), Vencedores por Cristo tornaram-se referenciais para muitos. E graças a Deus, bons referenciais. Fomos abençoados por todos eles.

A busca por modelos e novidades que vêm de fora continua como característica da Igreja brasileira nestes dias. Uma geração mais enfraquecida em sua compreensão bíblica, pois quase desapareceram os mestres e os pastores que pregam a Bíblia expositivamente, preocupados e cuidadosos em ensinar o que ela diz, considerando as línguas originais, contexto, regras básicas de interpretação bíblica, etc. Conseqüentemente, o povo está menos habilitado a discernir e a avaliar o que estamos ouvindo e vendo, fazendo o filtro fundamental de “reter o que é bom”.

Infelizmente, em nossa geração consumista, instantânea e internética, que cultua a “imagem” e “clama” por novidades o tempo todo (Ron Kenoly e Graham Kendrick já são vistos como ultrapassados, imaginem só!), não buscamos os caminhos de simplicidade na adoração, conforme Jesus ensinou. Ele que nunca se iludiu ou se iludirá com manifestações e aparências externas na forma de religiosidade (Isaías 1) ou de eventos megalomaníacos para a mídia.

O lugar esquecido da adoração continua sendo o coração do homem quebrantado, humilde e que reconhece a necessidade existencial e espiritual de conhecer, se entregar e andar com Cristo Jesus para de fato poder adorar a Deus (João 4:20-28). Enquanto isso, trabalhos musicais aportam numa velocidade incrível em nosso país, disseminando e despejando suas idéias e convicções sobre adoração - algumas bem pontuais, circunstanciais e baseadas na experiência ou revelações recebidas de uma ou duas pessoas.

Tenho participado de um número enorme de encontros, retiros e congressos, onde - em nome de “contribuir” para a visão da igreja brasileira - colocam-se pessoas de todas as tendências, estilos e pensamentos diferentes, para que, como num grande supermercado, escolhamos a linha ou a visão a seguir. A idéia é: “consuma o que desejar e for pertinente para a sua realidade”. Quase no slogan do comercial conhecido em nosso país por “experimenta, experimenta, experimenta”.....

Ao contrário de maturidade, abertura de mente e humildade, isto reflete nossa insegurança e imaturidade em não balizar caminhos saudáveis para a adoração por meio do que a Bíblia realmente ensina, isto é, numa exegese mínima aceitável.

Demonstra também uma grande fragilidade dos chamados líderes de adoração (termo que precisa também ser definido e explicado), que não ajudam as pessoas a discernirem o que é bíblico e pertinente para a adoração. Falta-nos coragem de dizer o que cremos ou pensamos de fato e alertar sobre enganos que temos visto.

Em nome de uma “unidade cosmética”, refletida em muitos palcos, ficamos em nossos cantos, vendo proliferar idéias e manifestações perigosas - algumas altamente manipulativas e humanizadas - e não colocamos a “cara para bater”, falando, exortando e alertando dos perigos que alienam as pessoas de uma adoração que deve estar presente na vida, no cotidiano, no dia-a-dia, no silêncio, nos relacionamentos, onde ninguém vê ou está olhando, sem rádio e TV .

Percebemos uma Igreja que é altamente desmobilizada, por exemplo, na prática da ação social e do ministério do socorro, adoração prática recomendada por Tiago (Tg 1.27). Onde estão as “reuniões poderosas de adoração” no serviço em favelas, hospitais, cuidando dos meninos e homens de rua, na evangelização e obra de missões, que transformam pessoas e realidades sociais? Onde está a adoração que abraça causas humanas e de justiça? Isto não passa nem de perto na compreensão de vários ministérios e líderes de adoração que caminham em nosso país.

Ouve-se sobre adoração profética, sem se definir o que significa adoração e o que se quer dizer com profético. Como se ouve tanta coisa sobre isto e de forma mal explicada, quase como um jargão, a confusão se instala. Usam-se de forma inadequada o termo profético e a palavra profecia.

O retorno ao louvor hebraico como pré-requisito na adoração “parece” o caminho mais seguro ou divino, mas é um engano; busca-se então, um modelo de louvor chamado extravagante (precisamos buscar as bases bíblicas sobre o que é isto), Outro caminho trilhado tem sido a chamada “adoração no e do 'mover'” (quem conseguiu mapear a ação do Espírito que sopra onde quer, ninguém sabe de onde ele vem e nem para onde vai?). Outras ênfases sobre “posturas” do adorador têm sido veiculadas, quase como mudança de hábitos ou comportamento e não de transformação interna e pessoal, etc.

O Pai continua a procurar os que o adorem em espírito e em verdade. Como Igreja, precisamos sempre do ensino e da compreensão bíblica sobre adoração; o caminho está aberto para os mestres, os pastores e os que ministram louvor em nosso país e que têm seus ministérios reconhecidos. As pessoas estão olhando para estes referenciais e, portanto, temos que ser mais prudentes.

 Esclarecer - e não confundir; ajudar as pessoas comuns a encontrarem e a adorarem a Jesus na singeleza e na simplicidade da vida, na meditação, na oração, na comunhão, na missão, na contemplação, e não em ritos mágicos, em oráculos e modelos decifrados por alguns especialistas e privilegiados dos “mistérios” da adoração.

Há uma grande responsabilidade sobre os que ensinam em ajudar a Igreja brasileira a entender, expressar e viver a adoração em todas as suas dimensões. A capacitação, sem dúvida, é do Espírito Santo. Temos boas influências que vêm de fora de nosso país. Cabe-nos orar, ouvir, discernir com sabedoria e mútuo conselho, e reter o que é bom, segundo a revelação da Palavra de Deus.

Fonte: Provoice

Comentários
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Lucas   |189.43.101.130 |09-09-2008 09:22:32
Um dos textos mais lúcidos desses tempos. Uma denúncia que faz chorar, mas também uma palavra de esperança que traz alento. Caro Nelson, seu texto permite vários desdobramentos. Sugiro que você
discorra sobre o uso adequado dos termos profético e palavra profética, bem como explicitar porque o retorno ao louvor hebraico se constitui em engano.
Nelson  - sugestões   |200.185.232.204 |09-09-2008 17:40:43
Grato pelas sugestões. Vamos ver outras reflexões no caminho.
RENATO  - uma manifestação de gratidão..   |200.255.209.190 |10-09-2008 09:38:59
...lá pelos anos oitenta, meu pai havia aceitado a cristo juntamente comigo, e eu com meus 10 anos, percebia a transformação que o espírito de Deus faz numa pessoa. em meio a esse ambiente de luz e
graça, lembro de certas canções que me pai absorvia com bastante alegria, e as próprias canções traziam um frescor de novidade de vida, como se elas ensinassem o tempo todo a respeito desse novo
caminho.....essas canções entraram em mim, mas não sabia nada sobre elas, quem as fazia, quem escrevia...parecia que as canções existiam por si só, e por muito tempo eu preferi não saber nada sobre os
autores afim de ter sempre essa impressão de que fosse algo vindo diretamente do céu... eu apenas tornava elas parte de mim cada vez mais... enfim...anos depois, descobri que essa tão amável e pura
lembrança musical que minha infância guardara, provinha de Nelson Bomilcar e sua turma...fiquei mais alegra ainda e admirador do irmão Nelson,ao descobrir que foi ele quem produziu a cantata
"vento livre"(que só depois de muito tempo vim a saber que era uma cantata, pois meu pai ouvia um fitinha k-7 com as musicas,e nem tinha o título das canções e do álbum)...........caro
Bomilcar, de tudo que eu ouço, seja "gospel" evangélico ou "secular", nada se compara a "vento livre", uma obra que me fala profundamente, meche com meus sentidos e com o
espírito, me traz um desejo sincero de glorificar e adorar com a minha vida esse cristo que nos resgatou com imenso poder, e que não nos tratou como os outros, mas nos olhou como gente e ofereceu agua
da vida......
bem, fica aqui registrado minha glorificação a Deus e gratidão pela vida do Nelson....(me empolguei um pouco com o relato, pois fiquei mais feliz ainda em depois que li esse texto sobre
adoração, verificar que foi o Nelson que escreveu...)
Fernando Pires  - Só uma, uminha...   |200.157.1.170 |12-09-2008 11:33:47
Nelson, bom texto, mas só faço uma ressalva, a mesma do Lucas, junto com crítica ou denúncia é muito importante que venha também a solução... O texto é ótimo, mas se você desse o caminho das pedras
como sugeriu o Lucas, ele seria ainda mais rico... no mais... parabéns...
abraços!!
igor moreira celestino  - geração fast food     |189.24.158.36 |12-09-2008 14:55:43
esse é um dos maiores erros, um dos maiores enganos que se pode ter ao se ler uma critica, denuncia ou algo assim. Querer a solução.

Seria paternalismo ter o problema e a solução, tudo mastigadinho,
bonitinho, prontinho...

a vida não é fast food, é galinha caipira!



nós temos que percorrer o caminho da solução, exercitar nosso intelecto, nossa capacidade reflexiva, e acima de tudo, nosso
relacionamento com Deus para sair dos labirintos da vida.
igor moreira celestino  - geração fast food     |189.24.158.36 |12-09-2008 14:56:02
esse é um dos maiores erros, um dos maiores enganos que se pode ter ao se ler uma critica, denuncia ou algo assim. Querer a solução.

Seria paternalismo ter o problema e a solução, tudo mastigadinho,
bonitinho, prontinho...

a vida não é fast food, é galinha caipira!



nós temos que percorrer o caminho da solução, exercitar nosso intelecto, nossa capacidade reflexiva, e acima de tudo, nosso
relacionamento com Deus para sair dos labirintos da vida.
igor moreira celestino  - GERAÇÃO FAST FOOD     |189.24.158.36 |12-09-2008 14:56:47
esse é um dos maiores erros, um dos maiores enganos que se pode ter ao se ler uma critica, denuncia ou algo assim. Querer a solução.

Seria paternalismo ter o problema e a solução, tudo mastigadinho,
bonitinho, prontinho...

a vida não é fast food, é galinha caipira!



nós temos que percorrer o caminho da solução, exercitar nosso intelecto, nossa capacidade reflexiva, e acima de tudo, nosso
relacionamento com Deus para sair dos labirintos da vida.
Fernando Pires  - Não a solução...   |189.102.21.25 |13-09-2008 22:32:04
... mas o caminho! Igor, desculpe mas vi que eu realmente escrevi solução na minha primeira mensagem. Mas não era isso o que queria dizer, apesar de ter dito. O que quero dizer é que uma crítica fica
muito dura e gratuita quando não acompanhada de uma idéia, um caminho para a solução... Quando apontarmos o defeito de alguém, é porque teoricamente "achamos" que ele errou e precisa ser
corrigido, e para existir uma correção é preciso existir uma solução...

Acho que já saimos do foco principal que é o texto...rsss

Mas tudo bem...

Abraços!!
Igor Moreira Celestino  - na mesma     |16-09-2008 15:29:35
ainda fico na mesma cara,

vc pode muito bem achar esse caminho, entende?

eu sei q vc n vai gostar da referencia mas raul seixas disse uma vez numa musica dele
"você tem dois pés para cruzar a
ponte"

vai pra Deus brow!!

os profetas davam a profecia e depois a solução?

difícil né? rs

abração Fernando

te amo cara!
Eduardo  - A igreja X Contexto atual   |201.76.140.255 |17-09-2008 13:55:44
Muito bom o texto!

Porém a minha visão é que se a igreja pretende alcançar as vidas regionais e atuais, ela precisa se adaptar a geração "fast food", pois essa geração vive nesse
contexto.
Em relação às influencias que vêm de fora nós precisamos entender que as culturas são diferentes e as culturas estão se modificando devido a globalização.
Se a igreja fechar os olhos para
as mudanças que estão ocorrendo ela fica paralisada diante de tantas mudanças sociais e culturais.

A igreja precisa está atualizada para saber como levar a palavra.

Como Paulo disse:
Eduardo   |201.76.140.255 |17-09-2008 13:56:36
...
Como Paulo disse:
Eduardo   |201.76.140.255 |17-09-2008 13:57:43
:P


A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo

Efésíos 3:8
Julio Cesar Soder  - Mea Culpa     |189.118.126.167 |20-09-2008 02:27:07
Sempre achei que a culpa dessa loucura toda é nossa, dos pastores.
Com o intuito de manter o rebanho interessado, elevamos os "levitas" a um status ministerial, de onde ,agora, não quererão
descer, sem os devidos cura, discipulado, tratamento de caráter e ensino (que dava muito trabalho).
O preguiçoso sempre trabalha mais.
Não acho que haja mais solução...desencadeamos a apostasia.
Deus
nos perdoe.
Alexandre Priess  - Verdade...   |189.85.161.103 |24-09-2008 08:36:18
Grande verdade! Parabéns pelo texto e reflexão. Verdadeiramente esta é a situação da igreja brasileira. E, todo esse modismo está tão aquecido, que, ensinar de forma diversa (ainda que com amor e a
maior das sabedorias) tem sido motivo de embates e repulsa. Resta-nos apenas clamar no deserto e esperar a areia nos ouvir...
Walter Rodrigo de Sá Cruz  - As vezes ficamos presos nos fo     |03-10-2008 10:21:17
avatar Lembro-me de quando eu uma vez levei um vídeo do Ron Kenoly pra assistir com amigos que estavam nessa de 'louvor extravagante'... eles simplesmente não gostaram.. Segundo eles tinha 'técnica de mais',
Deus se contentaria com algo 'mais simples'. Uma pena não perceberam tudo o que de bom Deus estava fazendo lá, pois ficaram presos ao formato :(
Pr. Wilsinho Amorim  - Simplesmente a grande realidad   |201.24.173.131 |17-04-2009 12:24:10
Nelson... só te digo uma coisa: O "Brasil Cristão Musical" precisa de pelo menos UM livro seu e outro do Asaph Borba. Aguardo ansiosamene. Vcs são grandes discipuladores de muitos adoradores
que vcs nunca verão.
Respostas, textos e mensagens de Cristo através de vcs tem me direcionado em muitas stuações.
Deus continue te usando e vc continue querendo ser usado.
Forte Abraço.
(envia-me
seu email - wilsinhoamorim@gmail.com)
Bomilcar   |201.87.62.108 |09-04-2010 10:47:17
Abraço e grato pelo encorajamento.
Gustavo Souza  - Que se multipliquem as vozes   |201.78.26.82 |06-06-2009 09:50:41
Está difícil encontrar textos equilibrados como este.Tenho analisado estes temas e chegado as mesmas conclusões.A volta ao Ritualismo Judaico,citado com outro nome pelo autor como um engano,a falta de
adoração no serviço ,nas favelas...
Que se multipliquem as vozes,a denunciar com amor e equilíbrio estas verdades.Achei legal a postura do Igor,gostaria até se possível falar com ele à parte.Os
comentários são todos muito válidos.
Gustavo Souza  - Que Palavra abençoada!   |201.78.26.82 |06-06-2009 09:55:42
Não conhecia este espaço. é bom saber que não estou sozinho no que tenho observado e tentado repassar.
Vcs são um benção na minha vida e na Igreja de Deus.Permaneçam firmes nesta visão.
Abração.
Gustavo Souza  - Esqueci de dar meu e-mail ao I   |201.78.26.82 |06-06-2009 09:57:53
Olá Igor,
Se possíve me contacte.
Gustavo de Guarapari- ES
prgustavosouza@hotmail.com
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Última Atualização ( 12 de outubro de 2008 )
 
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