Como Era Fácil O Meu Teatro PDF Imprimir E-mail
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25 de março de 2009

Imagepor Guido Conrado

Quando comecei a fazer teatro em minha igreja - já contei essa história algumas vezes - era um adolescente. Nunca havia feito qualquer curso, nem costumava ir ao teatro. Minha única referência era o grupo de teatro da Mocidade. Aproximei-me da líder e pedi para participar. Na primeira vez que entrei em cena, pareceu-me fácil demais atuar, parecia que eu tinha feito aquilo a vida toda. Será que eu havia nascido para isso? É uma possibilidade.

Mas, reavaliando a situação, vejo três possíveis razões para o ocorrido. A primeira se confirmou nos anos seguintes, quando, com apenas 16 anos, assumi a liderança daquele mesmo grupo que havia me iniciado. Fui fazer o profissionalizante em teatro e, mais tarde, a faculdade de Artes Cênicas. Talvez eu tivesse nascido mesmo para aquilo. A segunda razão, sem sombra de dúvida, era a minha arrogância de adolescente, que considerava possível fazer qualquer coisa que eu quisesse, sem medir as dificuldades e sem medir meus desejos com as reais condições apresentadas pelas circunstâncias. A terceira e definitiva é que o teatro que se fazia ali não era realmente difícil.

A gente, ao menos eu, nem sabia muito ao certo o que era teatro, não havia muitas referências em nosso meio. Era tudo muito novo.

Passados alguns anos, é difícil encontrar uma igreja que não tenha algum tipo de “ministério” artístico, de dança, de esquetes, de evangelismo com teatro ou coisa assim. Basta colocar “teatro evangélico” no Google para encontrar mais de dezessete mil entradas e no Orkut pode-se encontrar mais de mil comunidades sobre o tema. Veja só, tomando uma média do número de participantes dessas comunidades, e já considerando o fato de que um mesmo sujeito pode participar de mais de uma, ou de quase todas as comunidades ao mesmo tempo, dados esses “descontos”, teremos cerca de quinhentas mil pessoas interessadas no assunto “teatro evangélico” (não estamos nem considerando a dança...). Ou seja, poderíamos dizer que quase 2% do total de brasileiros que, segundo o IBGE, se professam protestantes têm algum tipo de interesse prático por teatro na igreja.

Mesmo considerando a imprecisão dos meus dados, fica claro que os números mudaram substancialmente. Não se trata de nenhuma novidade mais. Espanta, porém, saber que independente disso, não fazemos hoje um teatro melhor do que fazíamos há vinte anos. A impressão que temos, inclusive, é a de que teatro continua sendo uma coisa tão fácil – mas tão fácil - tão “natural”, que qualquer um pode fazer. Basta não estar “ocupado” com outro ministério naquele mesmo período ou horário. Fácil, inclusive, de ensinar, pois quase todo grupo teatral evangélico ministra oficinas a outros grupos ou igrejas (mesmo que nenhum integrante do grupo tenha qualquer formação específica).

Não são poucas as pessoas que começaram a trabalhar comigo na igreja e depois desistiram de fazer teatro. Se essas pessoas identificaram em outros ministérios a oportunidade de crescer e servir a Deus, não considero sua desistência uma perda. Foi, no máximo, uma descoberta. Mas uma coisa eu garanto: ninguém ficou por achar que fazer teatro fosse a coisa mais fácil, menos penosa, menos comprometida de todas. Ficaram somente os que entenderam que valia a pena pagar o preço. E foram muitos os que ficaram. Nunca chegaram a ser a maioria, mas nunca deixaram de ser muitos.

Parece que há um contingente bastante expressivo de “fazedores de teatro” em nossas igrejas, que não quer, contudo, qualquer tipo de comprometimento com “a trabalheira que dá” fazer teatro de um modo sério e maduro. É muito comum que nossos trabalhos sejam conduzidos de forma extremamente improvisada e que o compromisso dos integrantes de uma peça de Natal, por exemplo, com o "ministério da igreja", não vá além daquele trabalho episódico. Não há crescimento, porque não há continuidade.

O velho modelo – o do teatro fácil, que fazíamos em minha adolescência – se tornou a referência definitiva para as artes dramáticas no meio da igreja. Difundido por irmãos missionários, muito bem intencionados, mas muito pouco preparados e, ainda, nada interessados em pensar as linguagens cênicas como linguagens autônomas, o teatro virou uma coisa qualquer, um tipo de brincadeira por intermédio da qual “a gente” aproveita e fala de Jesus.

Qualquer grupo que ensaie um pouco mais e consiga fazer com que os atores falem um pouco mais alto (ou gritem – não sei a razão de se achar que atuar é sinônimo de gritar), com um punhado de figurinos mais ou menos bem confeccionados (o que nem quer dizer que sejam figurinos realmente bons) acaba por se tornar modelo e referência para os novos ministérios. Meu Deus, como pode ser que a regra - o mínimo requerido - venha a se instituir como fato de exceção?

Fico pensando o que falta em nosso meio para que o teatro que fazemos deixe de ser amador e insipiente. Não é má vontade de quem faz, não é certamente preguiça. Há muita gente disposta a dar duro por um bom trabalho. Faltam-nos, com certeza, os bons modelos.

Vem à minha memória agora o “Som do Céu”. Para quem não conhece, trata-se do melhor evento de música cristã do Brasil. É um encontro realizado pela MPC em Belo Horizonte, onde parece que o Céu se abre e aquela Música que a gente nunca consegue escutar nas rádios - porque não é suficientemente fácil de vender, ou porque não se vende de modo suficientemente fácil - se materializa em grupos, bandas, cantores, solistas, coros, etc. Um jovem músico que vá ao “Som do Céu” nunca mais poderá alegar ignorância, nunca mais vai poder dizer que não toca melhor por não saber que exista um melhor a ser tocado.

Precisávamos de um “Som do Céu” do teatro, talvez. Um lugar que não ofereça apenas oficinas de interpretação, cenografia, dança, etc., mas que faça “o pessoal” ver como é “teatro de verdade”. Isso não existe ainda.

Nossos encontros não estimulam o senso crítico, não “obrigam” o povo a pensar sobre o teatro como o simples dedilhar na viola de um João Alexandre nos obriga a pensar sobre a música, sobre a arte e sobre a vida inteira. Nossas oficinas de teatro e dança se assemelham a shows de variedades - para os quais acorre uma audiência ingênua, ansiosa por aprender um novo truque que possa ser repetido na sua própria igreja (dois ou três movimentos coreográficos novos, uma nova forma de fazer cicatriz com maquiagem, um exercício novo de relaxamento ou de impostação de voz). No lugar da reflexão, estimulamos a mimesis e depois queremos saber a razão porque fazemos um teatro tão ruim.

A igreja precisa de boas referências. Alguém se habilita?

Guido Conrado é mestre em Filosofia da Arte e Estética pela PUC-Rio, Coordenador do Bacharelado em Artes, com Habilitação em Figurino e Indumentária do Senai-Cetiqt, professor de Estética e História da Arte na mesma Instituição e autor da obra “Cinco Pães e Dois Peixes – Dons e Talentos No Ministério Teatral”. Trabalha há mais de vinte anos com teatro em igrejas e é membro da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Comentários
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Hannibal  - oração pelo teatro na igreja.   |189.38.252.21 |25-03-2009 17:45:43
irmão gostei muito do seu texto você poderia escrever seu email para mim?
Tenho um projeto e gostaria de enviar para sua aprecição, análise e oração.
abraço.
Guido  - Hannibal   |201.36.208.162 |27-03-2009 09:00:10
Olá meu irmão, obrigado por ter comentado meu "artiguin", aqui vai meu e-mail: guido.conrado@gmail.com
Guido  - Hannibal   |201.36.208.162 |27-03-2009 09:00:59
Obrigado por comentar meu "artiguin", aqui vai meu e-mail: guido.conrado@gmail.com
Carol Gualberto  - é isso aí, amigo!!!   |187.20.41.170 |26-03-2009 13:06:36
Amigo querido, sempre bom ler suas idéias... doida pro SDC chegar logo pra gente se ver... bjo grande!!!
Guido  - Carooooooooooooooooooooollll   |201.36.208.162 |27-03-2009 09:03:02
Saudades...Você viu que eu comentei seu artigo"Um Novo Passo"?
Beijão e até o SDC...
Michel Medeiros  - A crise é geral.   |201.19.253.54 |26-03-2009 19:33:01
Pois é Guido, esse problema não é exclusividade do teatro, mas, afeta tudo o que se faz na igreja. Parece que nossos irmãos não conseguem distinguir unção de beleza, e entender que, nem tudo o que
Deus unge com Seu Espírito é belo e bom. Diz-se: "Não estudei teatro, mas Deus me usa", ou "Não canto afinado, mas, canto pra glória de Deus", "Não falo bem, mas, as pessoas se
convertem". Ou seja, a igreja não está interessada na beleza, na excelência, no esmero no que se faz. Mas, Deus levantou homens como você para nos ensinar a união que deve haver entre poder de
Deus e beleza humana. Parabéns pelo texto.
Guido  - Pois e...   |201.36.208.162 |27-03-2009 09:06:56
Valeu Michel, obrigado pelo comentário...Como diria o velho Raul, "Nós Have o Problema"...a questão é saber, "nós have" a solução?
Abraço, Guido.
Sabrina  - Mãos ao alto, ou mãos a obra?   |201.86.1.107 |27-03-2009 09:31:38
Emocionada, impactada, instigada, estimulada: poucas palavras que me resumem depois de tudo que li. Já faz um tempo que não vejo a hora da revolução chegar em nossos ministérios. Que seja Bem-ouvido,
Bem-visto e Bem-vindo o clamor por um novo tempo... Que nada nos roube a vontade de excelência para O Excelente.
Guido Conrado  - Nossa, Sabrina...   |200.169.226.10 |01-04-2009 13:48:20
Agora quem ficou sem palavras fui eu...rs
Escrever é conferir sentidos, pelo senso e pelo dissenso se instituem as comunidades de pensamento. Encontrar vocês aqui, por essas bandas - pessoas sobre as
quais repercutem minhas poucas e, mas nem por isso raras, idéias, é, de fato, uma grande alegria. Não sei se com isso chegamos a fazer uma revolução, mas não importa, já vai ser bastante bom se
conseguirmos, ao fim de tudo, sentir que estamos um pouco menos perdidos.
Abraço, Guido.
Guido Conrado  - Resposta   |201.36.208.162 |02-04-2009 10:56:56
Agora quem ficou sem palavras fui eu...rs
Escrever é conferir sentidos, pelo senso e pelo dissenso se instituem as comunidades de pensamento. Encontrar vocês aqui, por essas bandas - pessoas sobre as
quais repercutem minhas poucas, mas nem por isso raras, idéias, é, de fato, uma grande alegria. Não sei se com isso chegamos a fazer uma revolução, mas não importa, já vai ser bastante bom se
conseguirmos, ao fim de tudo, sentir que estamos um pouco menos perdidos.
Abraço, Guido.
Ana Claudia  - Será assim um dia   |189.50.193.17 |27-03-2009 12:36:59
Parabéns! Sempre bom ter contato com seu trabalho, pra mim é uma dose renovada de oxigênio puro e de qualidade.
Obrigada por sua dedicação e resistência ao modismo e as "facilidades" da meio.
Guido Conrado  - "Brigadu"...   |200.169.226.10 |01-04-2009 13:53:28
Oie querida, tudo bom? Obrigado pelas palavras de estímulo - legal encontrar com você por aqui.
Abraço, Guido
sami  - 'Gesto do Cèu'   |201.46.242.62 |30-03-2009 12:40:08
guido querido,
q tal vc montar o I encontrão ou sei lá o q, pra 'Realmente' conversarmos, pensarmos, interagirmos e saíssemos assim da letargia q envolve cada gesto. para q inicialmente possamos
fazer arte nas igrejas.
beijo na pAz
Guido Conrado  - Corta essa...rs   |200.169.226.10 |01-04-2009 13:56:51
Po Sami, Vamos fazer esse negócio juntos...o desafio está aceito, mas é um desafio para todos nós.
Abraço, Guido.
sami  - si   |201.46.242.62 |01-04-2009 15:48:11
topo.rs
Guido Conrado  - Ué, vamos lá...rs   |200.169.226.10 |03-04-2009 15:09:18
Onde você mora? Mande os contatos...
guido.conrado@gmail.com
Abraço.
pedro borges     |201.27.207.85 |04-04-2009 15:29:27
Caro amigo, a luta ainda é longa e árdua. Na igreja tudo é meio improvisado: o cara seconverte hojee amanhã está pregando, compondo e ensinando; aprnede um acorde e consegue dar um gemido afinado e
vira ministro de louvor e adoração; não é de estranahr que no teatro e na literatura tudo seja assim, também, mais ou menos ,truncado; o público evangélico também não é nada exigente, mas complacente,
o que dificulta o desejo de evoluir - os tpinhas nas costa corrompem muito.
Mas a luta, quando somos consciente do nosso chamado, de nossa paixão, sempre vale a pena, pois engrandece nssa
alma.
grande abraço e boa sorte!
Guido Conrado  - Ok...   |200.169.226.10 |07-04-2009 17:07:37
Obrigado...
Guido.
Sabrina  - Tô com o Sami...   |201.22.51.29 |07-04-2009 18:12:13
Se todos unirmos paixão a coisa sai do pensamento e vira ação. Tô com o Sami!
ssc_ester@yahoo.com.br

abços para todos!!
Guido Conrado  - É isso aí, já somos três...rs   |200.169.226.10 |08-04-2009 15:59:11
De onde você é?
Sabrina  - sou dE Curitiba   |200.138.45.223 |08-04-2009 16:35:56
Terra geladaaaaa...haha...mas adoro nosso céu cinza!
Ana Lucia  - Não foi fácil o meu teatro   |08-04-2009 12:47:00
Oi Guido, quando começamos a fazer teatro, realmente não havia referência nenhuma no meio cristão. Às vezes ouvíamos uma história de alguém em algum lugar, mas nunca de fato chegamos a ver, sentir,
trocar experiências com algum grupo, que se denominava cristão e fazia um teatro cristão (seja lá o que isso signifique de fato) com qualidade.
O que nos perguntávamos era porque que o nosso teatro
não poderia ser tão bom ou melhor do que aquele que era feito por não cristãos?
E aí nós nos habilitamos sim a fazer um bom teatro, com conteúdo, com trilha original, com figurinos, com um mapa de
luz decente, com tudo que fosse preciso para que se igualasse àquilo que estávamos acostumados a ver nos teatros por aí.
Até, não se apresentar de forma alguma, dentro de templos/igrejas, que não
permitissem a instalação das luzes e do cenário. Não iríamos abrir mão em nenhum momento das condições necessárias, para que o espetáculo não fosse prejudicado. Aqui entenda-se por, principalmente,
itens de segurança e luz. Igreja é um local extremamente inseguro (casos reais: perdemos um dos pioneiros do bom teatro porque caiu em cima da bateria, que intocável, jamais sai do seu lugar; e outro
colega se quebrou todo porque caiu de um teto que não era teto e sim gesso). Aprendemos a fazer assessoria de imprensa, a fazer realises, a escrever projetos, propor permutas... ficamos mais
espertos.
Na estreia do espetáculo Jó, Espelho da Alma, o teatro estava lotado. Chegamos a viajar para Caruaru e mais 4 cidades da região. Passamos mais de dois dias viajando. Fizemos duas
temporadas. Enfim, fizemos tudo que tinha que ser feito.
E o resultado? Foi muito bom. Bem, acho que estou sendo modesta. Foi do... Esse é o meu sentimento hoje. Com os recursos que tínhamos que eram
tão escassos (eu e meu marido gastamos boa parte da indenização dele nesse projeto) fomos longe. Bem só estou estou contando o lado bom...
O espetáculo morreu não porque a vida dele acabou. Mas sim
porque já não tínhamos forças financeiras para tocar adiante. Pelo contrário, ainda hoje se encontrássemos meios de levantá-lo novamente, o faríamos.
Se influenciamos outros? Sim, influenciamos sim.
Mas acho que “uma andorinha só não faz verão”. Nunca encontramos um empresário “cristão” disposto a entender/patrocinar o projeto. Nunca encontramos um pastor/igreja dispostos a encampar a idéia.
Queriam somente que fôssemos assessórios de culto. A arte não se presta a isso. Aqueles atores/atrizes/produtores/amarra cachorros vitoriosos também precisam tocar suas vidas.
Graças à influência de
cursos/workshops, alguns têm percebido que não dão pra coisa e desistem dos palcos. Descobrem que teatro não é o que achavam ser.
De qualquer forma, ainda acreditamos que aparecerão outros com
corações e bolsos sensíveis a arte. Se faria tudo novamente? Claro que sim.
Ana Lucia - Grupo Atuaraté de Teatro
Guido Conrado  - Oie Ana...   |189.38.174.164 |08-04-2009 16:12:46
Oi Ana,

Acho que esse seria um bom tema e sei que é um tema muito importante para o Wagner - quais os limites institucionais do teatro cristão? Faz algum sentido realizar espetáculos teatrais na
igreja? Um “legítimo” teatro cristão (ou simplesmente um legítimo teatro) é algo que se possa fazer dentro de uma igreja? - penso que coisas como essas deveriam ser discutidas em nossos encontros
(aqueles que ainda não existem... rs). Quanto à história do seu grupo, conheço um pouco (inclusive eu era jurado no festival - Curitiba, não foi? - onde o teu ator caiu do teto, não sei se você se
lembra... rs - agora dá até pra rir, na hora ficamos desesperados), concordo com o que você diz e não sei qual pode ser a solução para isso, a única coisa que eu sei é que isolados podemos fazer
sempre menos. Toda vez que nos unimos, criamos um novo grupo. Não precisamos de um novo grupo perfeito, precisamos de vários novos grupos sérios. Precisamos também aprender a pensar coletivamente -
sei lá se é pura utopia, que seja, já é melhor que a atual atopia - Cada um de nós deve ter algumas histórias para contar, mas estamos muito distantes, muito isolados, você não acha? Por isso insisto
na idéia dos encontros, talvez comece algo aqui no Rio... há tanta gente boa, tanta gente bacana, mas parecemos tão poucos, porque estamos espalhados...Pensamos sempre em termos de ministério pessoal,
nunca em termos de uma coletividade, não pensamos nossa arte politicamente (no melhor sentido do termo), não partilhamos ou partilhamos muito pouco - Como diria Drummond “ O presente é tão grande,
não nos afastemos / Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.”

Enfim, queria saber falar mais e melhor a esse respeito, foi tão bacana receber o teu e-mail, mas isso é tudo que consigo dizer,
sem precisar dissimular coisa alguma.

Obrigado, Guido.
Roberta Freitas   |189.61.32.192 |09-04-2009 17:45:10
Poxa...tudo isso é tão sério e tão importante que seja dito.
Meu sonho é ver esse "Som do céu teatral" e quem sabe até participar dele.
Lembremos que "Um sonho que se sonha só é so
um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade". Então vamos cada um fazer a sua parte e nunca desistir de faze-lá e faze-la até o último suspiro, porque nunca acaba.
Parabéns
Guido! Você é uma tremenda benção para glória de Deus.
Bruna Marcela  - Parabéns     |187.18.102.189 |11-04-2009 01:30:41
Ótimo artigo Guido, é bom saber que existem pessoas que querem um teatro de verdade nas Igrejas. Deus te abençoe! =)
Guido Conrado  - Roberta e Bruna   |201.29.250.222 |19-04-2009 11:27:50
Muito obrigado,
É bom receber tantos comentários também e ver que há tanta gente que se importa com o teatro que fazemos em nossas igrejas.
Deus as abençoe,
Guido.
David  - eu me habilito!   |125.33.62.149 |25-04-2009 01:21:55
Oi Guido! parabens pelo artigo. me identifiquei bastante com ele. Conheci teatro na igreja tb, trabalhei numa agencia missionaria onde fazia pecinhas. foi depois de assistir um batalhao de pecas fora
da igreja q eu descobri q precisava me profissionalizar e pensar o q eu estava fazendo. Fiz faculdade de Ciencias Sociais e Artes Cenicas. Estou na China num programa de mestrado em Artes Cenicas e
fico me imaginando o dia de voltar pro Brasil e compartilhar tudo para verdadeiros artistas cristaos. Trabalho com teatro fisico, fisicalidade, body art, performance, fenomenologia.
Foi bom ler seu
texto, me deu esperanca em ainda participar de um grupo profissional de teatro engajado. Deus te abencoe mais e mais. Abraco!
Guido Conrado  - Alo David   |201.29.235.250 |26-04-2009 10:37:24
Que bacana meu irmão, vamos manter contato. guido.conrado@gmail.com
Fenomenologia é um tema que me interessa muito Merleau-Ponty e Heidegger, não tive coragem ainda, confesso, de encarar o
Husserl, performance e Body-Art também, acho que temos muito o que conversar...
guidoconrado@hotmail.com , caso vc tenha msn.
Fabricia  - sem comentários   |189.8.62.90 |30-04-2009 15:01:41
Gostei demais do artigo. Realmente existe um grande despreparo na hora de fazer o teatro cristão - seja em questão de falta de conhecimento da linguagem teatral como também falta de conhecimento
teológico.

Ainda existem muitos que acham que teatro na igreja é pegar, decorar um texto em 5 minutos e pronto.

Por outros lado, temos hoje um bom número de pessoas que realmente se
profissionalizaram e buscaram a forma certa de fazer teatro para Jesus - com o melhor que Ele merece.

Que possamos crescer mais e mais na fé e no conhecimento.
Cris Araújo  - Tô dentro!     |187.20.203.113 |22-05-2009 09:54:13
Muito bom guido! Eu me habilito!
Chega... Acabou o tempo da mediocridade.
Peço licença para postar esse texto no blog do meu grupo (com as devidas referências, claro). Passei seu livro pra uma
amiga e ela está babando, como eu babei. Sempre bom te "ler". Motiva e faz almejar MAIS! É possível...
Abraços.
Guido Conrado  - ENCONTRO DE LIDERES   |200.169.226.10 |26-05-2009 17:45:19
Então povo, motivado pelas inúmeras mensagens de estímulo, vamos fazer, no dia 20 de junho, um encontro de líderes de teatro no Rio de Janeiro. Esse encontro será o pontapé inicial para várias ações
de capacitação, festivais, seminários, oficinas, enfim, de todas essas coisas com as quais pudemos, durante alguns parágrafos, sonhar juntos aqui por essas bandas.
Grande abraço,
Guido.
Maiores
informações: guido.conrado@gmail.com
Willian Sertório   |189.120.215.202 |20-10-2009 13:40:55
Muito bacana seu texto, Guido.

Só me permita pontuar uma coisa: não acredito que devemos esperar um "Som do Céu" do teatro para começar a "termos modelos". Não estou desmerecendo o
festival, mas acredito que "esperar" é a atitude que mais deve ser evitada nessas horas.

Há festivais de teatro bacanas em todo lugar (até na minha cidade, a distante Mogi das Cruzes). Muitos
são gratuitos e não dispensam muito tempo.

Acredito que quem quer fazer arte cristã tem que SIM ter referências "do mundo", tem que se nivelar e buscar entender o que a arte está discutindo e
o que já discutiu. É realmente ridículo comparar o teatro cristão com o que vem sendo produzido "lá fora". É alienado. Temos nossa visão "especial" do mundo e naturalmente vamos
imprimí-la em nossas obras, não há motivos pra temer o conhecimento.

Enfim, acho que seria bacana se você fizer uma postagem só com material para o pessoal correr atrás. É estranho: vemos crente em
todo lugar, menos na biblioteca (e em festivais de teatro, rs).

Conheço pouco da área, porém faço algumas recomendações para quem se interessar:

*O Teatro Épico, de Anatol Rosenfeld. Um livro muito
simples que conta a história e o jeito de se pensar teatro através dos anos. (detalhe para o capítulo do teatro MEDIEVAL, percebam como ele era mais evoluído que o teatro cristão de hoje).

*Manual do
Roteiro, de Syd Field. É de cinema, mas recomendo para quem quer escrever suas peças, pois a estrutura é bem semelhante.

É isso aí, continue o bom trabalho Guido.

Abração!
Napoleao  - Seu texto   |201.9.226.187 |20-10-2009 15:57:11
Brother muito massa o teu texto algo motivador.
É algo que incomoda mesmo o comodismo e me encaixo nesse
público acomodado. Cara se você tiver, alguns textos, que possa vir me ajudar a enriquecer o
meu grupo, e tu puder ceder, ficarei agradecido.
este é meu e-mail
napofonteles@hotmail.com
Vlw pela atenção
Sarah Chrispim  - Som do Céu do Teatro!   |189.1.128.82 |06-03-2010 21:30:07
Nossa, você falou TU DO!!!!!!!!!!!!!!!!

Seria maravilhoso, quem sabe o Marcelo Gualberto não anima hem...?!?!?

Cara, seria o máximo!

=)
Seus textos são ótimos, muito bons mesmo!
Mari Romero  - atores cristaos     |189.34.122.76 |22-03-2010 13:58:47
a cia. de teatro Luz e Vida com sede em Curitiba PR está selecionando novos atores. enviar curriculo para
luzevida.teatro@gmail.com com a palavra CURRICULO no assunto
obrigada
Mari Romero
(diretora)
Whaner Endo  - Vamos ajudar na divulgação     |189.38.172.39 |22-03-2010 17:54:15
Oi, Mari.

Pode deixar que vamos ajudar na divulgação da seleção através do nosso twitter.

Abs
mari romero  - teatro para crianças     |189.101.112.147 |11-06-2010 01:37:07
conheça um pouco do que temos feito na cia de teatro Luz e Vida (em teatro para crianças)
mari romero  - teatro para crianças não neces     |189.101.112.147 |11-06-2010 01:38:27
conheça um pouco do que temos feito na cia de teatro Luz e Vida (em teatro para crianças)
nosso blog
www.luzevidateatro.blogspot.com
Suellen  - Amei!!!   |187.14.224.193 |06-04-2010 20:26:01
Perfeito esse artigo, fácil compreensão e inspiração divina!!!Fique na Paz!
Telassim   |187.15.187.115 |09-04-2010 17:31:33
saudades GUIDO vi seu programa :)
morri de saudades muita muita muita

Beijos !
Telassim   |187.15.187.115 |09-04-2010 17:32:54
Que saudades :)
vi seu programa cheguei a gritar :)
muita saudade Beijos
Rebecca Menezes  - Tô dentro também!   |189.71.2.37 |16-04-2010 23:06:03
Nossa, como eu não li isso antes?
Eu sou licencianda de teatro na Universidade Federal da Paraíba e penso há muito tempo desse mesmo jeito. Penso exatamente desta maneira e até canso de ver sempre as
mesmas coisas dentro das igrejas. Vamos manter contato via email?
Fiquem todos com Deus!
Dilma L. Leal  - experiênciar   |201.86.47.182 |17-04-2010 11:15:11
tenho 48 anos e minha experiÊncia não é diferente da sua, hoje trabalho com transformação social através da arte em uma comunidade carente, já vi muito ouvi muito experimentei muito...mais poucas
coisas, como diz vc, realmente mudaram, continuo vendo um grande numero de jovens tentando aprender num final de semana em um dos muitos seminário "artísticos",que acontecem de norte a sul,
aprender o que "Fernandas Montenegro e Paulos Autrans" levaram toda uma vida pra fazerem, e de verdade vejo a validade disto na fomentação da linguagem que se espalha como fogo no mato seco,
mais também a invalidade na falta de perseverança no crescer crescer e crescer, o espirito santo só me fará lembrar e não advinhar, se não li, não estudei não aprimorei, minha ferramenta está
emperrada e minha comunicação fica ultrapassada....é vinho novo em odres velhos, a tendencia é romper de uma maneira ou de outra né! De verdade amados precisamos pensar e reavaliar nossa
espiritualidade como um todo, e parar de partir o "ser humano" inteiro que Deus fez,em "espiritual e material" e vê-lo inteiro, então nossa arte também passa a ser inteira, nossa
musica,nossa dança,nosso teatro. Nossos conceitos sobre isto são muito superficiais e frágeis e sobre isto deveriam haver muitas discussões e fóruns e seminários...mas acho que o assunto não vende
ingressos né?
O bom disto e ver cada vez mais que não somos vozes isoladas ecos no universo...não estamos sós...
abraços
Dilma
Dilma L. Leal  - experiênciar   |201.86.47.182 |17-04-2010 11:16:15
tenho 48 anos e minha experiÊncia não é diferente da sua, hoje trabalho com transformação social através da arte em uma comunidade carente, já vi muito ouvi muito experimentei muito...mais poucas
coisas, como diz vc, realmente mudaram, continuo vendo um grande numero de jovens tentando aprender num final de semana em um dos muitos seminário "artísticos",que acontecem de norte a sul,
aprender o que "Fernandas Montenegro e Paulos Autrans" levaram toda uma vida pra fazerem, e de verdade vejo a validade disto na fomentação da linguagem que se espalha como fogo no mato seco,
mais também a invalidade na falta de perseverança no crescer crescer e crescer, o espirito santo só me fará lembrar e não advinhar, se não li, não estudei não aprimorei, minha ferramenta está
emperrada e minha comunicação fica ultrapassada....é vinho novo em odres velhos, a tendencia é romper de uma maneira ou de outra né! De verdade amados precisamos pensar e reavaliar nossa
espiritualidade como um todo, e parar de partir o "ser humano" inteiro que Deus fez,em "espiritual e material" e vê-lo inteiro, então nossa arte também passa a ser inteira, nossa
musica,nossa dança,nosso teatro. Nossos conceitos sobre isto são muito superficiais e frágeis e sobre isto deveriam haver muitas discussões e fóruns e seminários...mas acho que o assunto não vende
ingressos né?
O bom disto e ver cada vez mais que não somos vozes isoladas ecos no universo...não estamos sós...
abraços
Dilma
Dilma L. Leal  - experiênciar   |201.86.47.182 |17-04-2010 11:17:47
tenho 48 anos e minha experiÊncia não é diferente da sua, hoje trabalho com transformação social através da arte em uma comunidade carente, já vi muito ouvi muito experimentei muito...mais poucas
coisas, como diz vc, realmente mudaram, continuo vendo um grande numero de jovens tentando aprender num final de semana em um dos muitos seminário "artísticos",que acontecem de norte a sul,
aprender o que "Fernandas Montenegro e Paulos Autrans" levaram toda uma vida pra fazerem, e de verdade vejo a validade disto na fomentação da linguagem que se espalha como fogo no mato seco,
mais também a invalidade na falta de perseverança no crescer crescer e crescer, o espirito santo só me fará lembrar e não advinhar, se não li, não estudei não aprimorei, minha ferramenta está
emperrada e minha comunicação fica ultrapassada....é vinho novo em odres velhos, a tendencia é romper de uma maneira ou de outra né! De verdade amados precisamos pensar e reavaliar nossa
espiritualidade como um todo, e parar de partir o "ser humano" inteiro que Deus fez,em "espiritual e material" e vê-lo inteiro, então nossa arte também passa a ser inteira, nossa
musica,nossa dança,nosso teatro. Nossos conceitos sobre isto são muito superficiais e frágeis e sobre isto deveriam haver muitas discussões e fóruns e seminários...mas acho que o assunto não vende
ingressos né?
O bom disto e ver cada vez mais que não somos vozes isoladas ecos no universo...não estamos sós...
abraços
Dilma
Dilma  - erro de transmissão   |201.86.47.182 |17-04-2010 11:22:35
desculpem ouve um erro no envio e triplicação da mensagem...
perdão
Guido Conrado  - Nossa, Quanta gente!!!!   |189.66.35.122 |05-06-2010 16:25:25
Bom pessoal,
Fiquei um tempo distante e quando resolvi dar uma passada havia um monte de mensagens bacanas... É verdade que só a Dilma mandou três mensagens idênticas e uma quarta para pedir
desculpas pelas outras três (rs). Mas, valeu. Espero responder a todos com calma, agora queria apenas deixar um abraço e meu contato para quem quiser escrever:
guido.conrado@gmail.com
Guido Conrado  - Pra quem não sabe...   |189.66.35.122 |05-06-2010 16:32:05
Há outro artigo meu que saiu aqui no site em "Reflexão Criativa".
O título: "Sozinho eu não vou, você vem? O ministério teatral como projeto coletivo". Apareçam.
Guido.
Luis Costa   |187.77.31.248 |15-06-2010 12:37:48
Olá guido é a primeira vez que posto aqui. Olha sou ator aqui da cidade de Piracicaba, e concordo com vc, temos sim muitas pessoas boas, mais distantes por isso que o ministerio jeova nissi que
e
referencia hoje para a maoiria dos cristãos, são cada um de um lugar....
Gostaria de deixar aqui uma ideia pra que possamos descutir alguns temos...existe um programa SKYPE, que permiti que as
pessoas
conversem com video...creio que seria uma oportunidade de tirarmos duvidas e que saber criar um grande grupo online....rsrsrsr
Fica ai minha ideia...se concordarem faremos um dia ...
Contato:
MSN E
e-mail luiscosta_teatro@hotmail.com/ SKYPE: cia.viver.luiscosta
Maurício  - O Teatro   |189.22.220.165 |30-07-2010 02:46:00
Amado irmão, a paz do Senhor Jesus. Meu nome é Maurício e tenho 18. Realmente me emocionei ao ler esse maravilhoso texto. É a minha história descrita. Realmente também começei a ser líder de
ministério de Teatro aos 16 anos e recentemente começei a fazer teatro pela UFPB. Concordo plenamente com o texto. Me habilito a lutar por isso aqui na Paraíba, embora bastante novo no teatro. Na
verdade não pretendo seguir no ramo de figurinista, mas como um usuário descreve no seu blog: "quando eu crescer quero ser igual a vc!!!"
luana  - amém..   |187.52.116.172 |28-11-2010 17:19:26
oi Guido ..como é bom encontrar um irmão que compartilha dos mesmos sonhos .. fico tão feliz em ver alguem que se preoculpa com as primicias para o nosso Deus .. o teatro cristão ao longo de ssua
tragetoria ja recebeu tantas criticas , e eu tenho visto sabe DEus levantar uma nova genaração que se importa em entregar primicias ao Senhor ...
mistocrente  - Pois é...   |201.55.6.165 |28-01-2011 14:33:50
participo de "teatro" na igreja há alguns anos e é muito difícil encontrar pessoas que realmente desejam fazer TEATRO...
para se ter uma idéia, chegamos a contratar uma professora (drt, artes
cênicas, bom currículo e bom coração rs) para saber de fato o que é teatro...
a turma durou alguns parcos meses e eu lamentei muito por isso.
não culpo meus irmãos... eles tiveram seus motivos para
sair, mas eu e mais dois ficamos órfãos, pois queríamos muito continuar e a turma mínima era de cinco...

o que é bacana nessa história é que, com apenas alguns meses de TEATRO (em caixa alta mesmo),
pude perceber que há um mundo maravilhoso não descoberto pela Igreja de uma forma geral...

o ministério de artes entrou em decadência e, agora, estamos com um "plano B" para reativá-lo, mas,
espero em nome de Jesus que, nessa nova fase, Ele nos mande pessoas mais direcionadas ao TEATRO.

parabéns pelo artigo, espero que muitos possam despertar para o fato de que Deus criou a arte e não
devemos desdenhar dela
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