Abbey Road, Clube da Esquina e outras influências PDF Imprimir E-mail
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Colunistas - Nelson Bomilcar
08 de novembro de 2007

Por Nelson Bomilcar 

ImageQuando falamos de influências recebidas, como evangélicos, quase sempre negamos o que recebemos "dos de fora", ou negamos nossa história "pré-conversão". Como se não fizesse parte da história de Deus em nossas vidas. Até por que isto não soa santo, espiritual, cristão, evangélico, puro, inspirado ou profético.

 

Há um sentido em que todos os agentes naturais, até mesmo os inanimados, glorificam a Deus continuamente, revelando os poderes que Ele lhes deu. E nesse sentido nós, como agentes naturais, fazemos o mesmo. Nesse nível, os nossos atos iníquos, no sentido em que eles exibem nossa perícia e força, pode dizer-se que glorificam a Deus, tanto quanto nossas boas ações. Uma peça musical executada com excelência, como operação natural que revela um grau alto dos poderes e habilidades dados ao homem, desta forma sempre glorifica a Deus, seja qual tenha sido a intenção dos executores" C.S.Lewis, no capítulo "On Church Music", do livro Christian Reflections.

Muito desta postura e pensamento existe porque na base e no fundamento teológico de muitos, o mundo foi criado por Satanás e não por Deus, de que o diabo é criador e não criatura, que os homens são criaturas das mãos do diabo e não de Deus, distorcendo a revelação das Escrituras Sagradas. Demos indevidamente o copyright ao inimigo de nossas almas sobre a criação e sobre ass artes, e não ao Senhor Deus, Criador, Senhor e Soberano sobre tudo e todos.

História é história, não há como negar ou fazer desaparecer influências que tivemos e ainda temos, e quando tentamos fazer isto, entramos em processos de sublimação, de alienação, de fuga da realidade, sinais de doença instalada e que sugerem a necessidade de processos terapêuticos e de aconselhamentos posteriores.

Alguns ainda sugerem uma tal e distorcida "cura interior" do passado, como se toda a herança e formação que tivemos fossem necessariamente ruins. A herança adâmica sim, em nossa natureza, que não nos ajuda no caminho da salvação e redenção. Mesmo assim, ela ainda nos acompanhará até o final dos tempos. Mas outras heranças, com outro foco, de formação cultural, por exemplo, podem ter sido excelentes e nos balizam ainda hoje no que somos, pensamos e fazemos na vida.

Isto não significa que estas pessoas, pensadores ou artistas, são exemplos em tudo de conduta, muitos com vidas e histórias cheias de crises e pecados (como os homens e mulheres da Bíblia). Mas tiveram ou têm alguma capacidade no que fizeram, ou um bom legado que deixaram, seja na área educacional, científica ou artística.

Eu, que não tive "berço evangélico" ou "maternidade evangélica" (afinal ouvia quase sempre de irmãos: "...eu nasci na igreja..."), fui menos preconceituoso com o que recebi através de pessoas não cristãs. Em minha formação familiar e estudantil, por exemplo, tive ótimos referenciais e professores que me ajudaram a absorver valores, cultura e informação. Louvo a Deus hoje por eles, e sei que foi Ele mesmo que planejou e os colocou em minha vida. Aprendi inclusive com os erros, limitações, "pisadas na bola" e enganos deles.

Minha formação musical foi ampla e também vinda de pessoas e músicos não cristãos, muitos que citarei abaixo. Tenho hoje também, como cristão, bons referenciais de artistas cristãos e de arte cristã, que alimentam minha fé, minha adoração, que formam minha CDteca e que ajudam a desfrutar da beleza da criação. Pimenta, Aristeu, Arlindo Lima, Camargo, Guilherme, Gerson Ortega, Quico Fagundes, Gladir Cabral, Daniel Maia, João Alexandre, Asaph, Phil Keaggy, Michael Card, Andraé Crouch, Keith Green, Maranatha Music, etc. Mas, esta abordagem é para outra reflexão que não esta.

Reflito hoje em minha história. Minha mãe Laura era cantora profissional, cantora do rádio em São Paulo, excelente pianista e artista sensível. Admirava música brasileira e colocou nome de duas filhas de músicas de Dorival Caymmi: Marina e Dora. Ensinou-me a tocar violão com músicas dele e de Inezita Barroso e até hoje curto e assisto o seu programa na TV Cultura. Silvio Caldas, Orlando Silva, Altamiro Carrilho e outros, tornaram-se conhecidos em nossa casa.

Tínhamos uma "eletrola" Telefunken, valvulada, tipo armário, que ficava ligada grande parte do dia e por lá passavam os discos que meus familiares gostavam.

Meu pai Fenelon, com suas músicas clássicas, músicas de banda sinfônicas (aquelas que ouvia e via nos coretos de Limeira, cidade do interior de São Paulo) ligado no programa de rádio do Moraes Sarmento na Bandeirantes.

Meu irmão Roberto, pianista e músico profissional, ouvindo Tom Jobim, João Gilberto, Gil, Elis, Bach, Beethoven, Bill Evans, Dave Brubeck, Quincy Jones, minha irmã Marina trazendo os discos dos Beatles, James Taylor, Bob Dylan, Elton John, Roberto Carlos; e eu ouvindo isto tudo e mais Mutantes, Terço, Guilherme Arantes, Emerson, Lake and Palmer, Yes, Focus, Deep Purple, Led Zeppelin, Tim Maia, e a tchurma do Clube da Esquina, vento maravilhoso de Minas Gerais.

Lembro-me do meu irmão Roberto me levando a um show com um público de umas 50 pessoas somente, no teatro da Fundação Getúlio Vargas para assistir um "tal" de Milton Nascimento, Lô e Marcio Borges, Wagner Tiso, Nelson Ângelo, Beto Guedes, Toninho Horta, cantando e tocando coisas maravilhosas deles e de Fernando Brant. De que planeta estes músicos maravilhosos vieram? Quanta beleza e criatividade!!! Eram do Clube da Esquina, hoje transformado em museu e espaço histórico.

Bom, minha mocidade foi definitivamente marcada por Lennon e McCartney e suas gravações no EMI´s ABBEY ROAD studio (minha e a de uma geração toda né? hehehe), do rock tradicional e progressivo, e pelos "garotos" repletos de musicalidade, poesia e brasilidade de Minas Gerais.

Daí, veio a conversão dos 17 para os 18 anos em 1972. Entro na igreja evangélica e tenho um choque cultural e musical. Começo a tomar contato com músicas do Cantor Cristão, hinário batista, ouvir todos os dias minha mãe tocar ao final de tarde hinos que viriam a fazer parte de minha vida, acompanhar cantatas tocando e cantando, gravar discos evangélicos, fazer parte de um momento na história da igreja no Brasil de avivamento em trabalhos com juventude e da experiência de Vencedores por Cristo.

Por imaturidade e ignorância, anos antes vendi minha guitarra Gibson por achar que não poderia usar "um instrumento que usava na velha vida". Mas tinha uma outra que guardei (pecador eu, não?), uma Fender Jaguar Branca, igual a do Jimi Hendrix, onde toquei e solei no dia do meu batismo dentro de uma igreja batista tradicional o "Vencendo Vem Jesus", com o histórico pedal Big Muff. Quando descobri que instrumento é só "um instrumento", comprei novamente uma Gibson, testemunha até hoje de boa parte da história recente da música cristã.

Um grande amigo nesta época, Gerson Ortega, músico e hoje pastor, ajudou-me muito a lidar com a questão da música. Sentia-me "menos culpado" de ainda gostar de música chamada secular ou "do mundo" quando encontrava na casa dele algum disco de conjuntos e músicos não cristãos que admirávamos.

Ajudou-me a ter critérios, a absorver o que é bom, junto com Guilherme Kerr, companheiro de canções, que viveu e foi influenciado também pela música dos anos 60-70. Os escritos de Francis Schaeffer ("O Deus que intervém"), C. S. Lewis ("Cristianismo Autêntico") e John Stott ("Contracultura Cristã"), foram balizadores em meu refletir e pensar de forma cristã.

Inclusive por que pensava e continuo pensando que a criatividade e inspiração têm sido dada a pessoas e artistas não cristãos, que de alguma forma manifestam a criatividade de Deus. Isto é, um incrédulo pode ser mais ou tão criativo do que um crente confesso. É o que constato quando analiso as artes de maneira geral, e quando ouço a mesmice e a falta de criatividade das composições e produções chamadas evangélicas de nossos dias.

O próprio João Calvino declarou (Lectures on Calvinism, de Abraham Kuyper) que "a arte é dada por Deus indiscriminadamente, tanto para crentes quanto para incrédulos", o que os teólogos chamam de "graça comum". Ele escreveu certa vez que "as irradiações da luz divina brilharam mais radiosamente entre pessoas incrédulas do que entre os santos de Deus".

Ainda, às vezes, ao ouvir uma música, composição de outros artistas ou minha mesmo, deparo-me com uma seqüência melódica ou harmonia que "já tinha ouvido em algum lugar". As inéditas ou consideradas por mim inspiradas por Deus, vem impregnadas de referências sonoras ou de letras, absorvidas por minha mente e sentimentos durante meu crescimento e história.

A inspiração divina é soprada em homens e mulheres com suas heranças culturais e realidades, movimentos que fazem a história de Deus na história dos homens. E o evangelho vem com seus valores e mensagem, transformar, redimir o homem, sua cultura, sua arte, sua história, balizando o Seu reino.

Agradeço a Deus pelo que vi, escutei e aprendi em minha história, agradeço por ser um simples mortal e terráqueo, que absorveu e gostou de muita coisa feita por não cristãos e ainda gosta. Pessoas a quem Deus ama profundamente. Tenho aprendido a discernir e reter o que é bom. Nem tudo é bom e edifica. Canalizo minha admiração por eles sem idolatria ou sem se tornarem objeto de culto, e consigo adorar a Deus pela capacidade criativa dada a cada um deles. Sinto-me livre para ouvir e apreciar.

Lennon e McCartney fizeram coisas lindas e revolucionárias (até os banais e descartáveis, com os arranjos do George Martin, o "quinto beatle", ficavam bonitas), mas não sou defensor do "Let it Be" como estilo de vida. Soube que George Harrison conheceu a Cristo antes de morrer (este buscou a Deus e o significado da vida). Se for verdade, agora desfruta da presença do Sweet Lord verdadeiro, não do Hare Krishna.

Sou mais hoje "plantar o trigo e refazer o pão de todo e cada dia, beber o vinho e renascer na luz de cada; a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada, o brilho cego de paixão e fé, faca amolada; deixar a Sua luz brilhar e ser muito tranquilo", cantada pelo Beto e Milton.

Quero mais o Deus amigo de Gladir Cabral, compositor e pastor: "bom é ter um prato cheio na mesa, a mesa farta de amigos, amigos plenos da vida, a vida em sopros divinos, sopros de luz, claridade, luzes que mostram caminhos, e sendas que dão liberdade, honra, juízo e atino...".

O Deus das Escrituras, O Grande Artista, está na simplicidade da vida, nos relacionamentos, no cotidiano, e manifesta sua presença e criatividade também nas artes e em artistas em toda a história. Precisamos é perceber e identificar Sua presença. "Repreender" menos o conteúdo de nossa história e APRENDER mais dela. E adorar a Ele, porque esteve sempre presente em nossa caminhada!

Fonte: Provoice

Comentários
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Thiago Azevedo  - A Beleza do Outro     |200.161.169.196 |22-01-2008 18:11:35
Caro Pastor Nelson,

como o senhor eu também não nasci na igreja, mas na minha juventude de 80-90, convivi com todos os tipos de música até me formar musicalmente e até intelectualmente, hoje vi que
Deus colocou as pessoas certas na minha vida, passei por estágios complicados, onde queimei todos os meus cds, pensando estar em pecado, mas vendo hoje o cenário evangélico e vejo o quanto essas boas
referências de fora nos fazem falta.
Hoje sou um fã dos Beatles, banda que odiava, aprecio o Jazz e bandas que possuem essa pegada, mas na música brasileira comecei ouvindo o vento de Minas como o
senhor diz e acabei me reservando no passado da música evangélica, pois hoje é preciso garimpar muito para poder achar uma coisa em nosso meio que valha realmente a pena ouvir, sou de Belém do Pará¡ e
nesse aspecto o acesso fica mais complicado, graças a Deus fiz parte da mesma igreja que o Arlindo Lima cresceu e se formou musicalmente e quando vejo ele tocar ou lançar um novo CD, vejo um amanhã
para nossa música cristã, tão massacrada por esse mercado do consumo.
Ainda ouço os clássicos da MPE (música popular evangélica) como VPC, Kerr, Pimenta, Bomilcar, Alexandre, Arlindo (que se tornou
um clássico devido suas referências). Confesso que hoje não escuto as rádios evangélicas locais justamente por essa mercantilização de nossa identidade cristã, como diz o João Alexandre, eles cantam
somente o que o povo quer ouvir e não o que o povo precisa ouvir, essa é a grande diferença da música, seja cristã ou não.
Como o próprio Vinicius e o Toquinho faziam juntos, escrevendo com o coração
e com profundidade, usando a criatividade para se comunicar, pois pra mim música é isso, comunicação criativa, assim como o cristianismo. O maior exemplo de cristianismo criativo, vem das parábolas de
Jesus, pois ele falava ao povo, através de mensagens simples e cotidianas, regionalizadas.
Obrigado por seu artigo, apreciei muito e se o senhor me permite, vou publica-lo no meu
blog.

Abraços

Thiago Azevedo
Ataide de Paula Jr  - Dom Perfeito   |200.160.160.129 |14-04-2008 18:29:07
Caro Pr Bomilcar,
Até hoje tenho um terrível dificuldade de compreender esse verso de Tiago 1:17 "...toda dádiva...dom perfeito vem do Pai das luzes..." quando leio esse texto imagino Deus
sendo a fonte de toda forma de arte e nós(suas criaturas) como sendo recebedores de suas águas refletindo dessas algo do divino... é incrível como temos dificuldade de aceitar a arte do "não
cristão" achando que o dom dele não procede de Deus e além disso associando esse dom muitas vezes com o próprio satanáz...
Antognoni  - A ARTE DE FAZER ARTE     |200.214.61.2 |31-12-2008 13:42:33
Olá Nelson. Quando me converti mudei todo meu repertório, e pra minha decepção passei a ouvir músicas que, embora falassem o nome de Deus, talvez não refletissem de forma merecedora o próprio criador.
Como amava poesie e música, voltei a ouvir as velhas canções: Caetano, Gal, GIL, Beatles, The Who, Mutantes, etc.Às vezes batia um remorso, não pela minha própria convicção, mas pelas alheias
opiniões, porém hoje entendi que música não é santa nem profana, é sim, uma arte que transmite uma mensagem. As pessoas sempre tem algo de bom a nos dizer, portanto não fecho os olhos para o mundo,
procuro ouvir sua voz, sua linguagem....Eu quero dizer todos através da música, que Deus é o dono de tudo..Dele veio a mais bela canção..
Octavio Brochado de Almeida  - Graça Comum!   |201.55.46.129 |27-04-2009 18:27:24
Caro Nelson,

Certa feita, "choquei" um grupo de irmãos ao dizer que preferiria ser operado por um excelente médico-cirurgião, assumidamente satanista e ateu, do que por um medíocre médico
cristão, só por ser meu irmão na fé!
Por que é tão difícil, para alguns, aceitar a Graça Comum, não?!

Como primo do Gui e tendo saudades comuns, creio, de um saudoso amigo - George Klepetar
(outro que curtia nosso mesmo gosto musical) -, sinto-me muito próximo a você, além de irmão em Cristo, claro!

Parabéns pelo artigo e por sua lucidez!
Um abraço,
Tavinho
Anibal Filho  - Que mundo hipócrita!   |187.6.82.218 |12-08-2009 16:57:25
Nelson, músico cristão sofre com a satanização da arte...O "crente" fecha os olhos pra musica "do mundo", julga, condena, execra...mas tem vê novela todo dia, tem uma imitaçao de Van
Gogh na parede, loca os filmes de Almodóvar (pra ver em casa, no cinema é pecado), mas música... Por acaso, as fontes não são as mesmas? Misericórdia!!! Coando mosquitos e engolindo camelos inteiros
!!! Perdoe a ironia, brother...
André Barreto  - Sem comentários...     |200.128.60.42 |05-03-2010 11:54:22
Esse excelente artigo deveria estar pregado nos murais de todas as igrejas, ou estudado por todos os artistas e ministros de louvor...

Quanta estupidez nossa em desprezar uma influência tão positiva
que recebemos também dos que naõ são "de dentro" e, principalmente, em venerar a má influência dos que professam ser "ungidos do Senhor" (será mesmo?)

Enfim, Deus pode ser encontrado
nos lugares mais inesperados.
André Barreto  - Continuando...     |200.128.60.42 |05-03-2010 11:57:18
Na verdade, não são todos os que professam ser "ungidos do Senhor" que são má influência dentro do contexto da arte cristã atual...

Alguns sim (creio que os que são mais populares entre o
público evangélico), mas outros são exímios artistas de Deus!!!

É mais importante falar dos príncípios de Jesus em nossa arte do que colocar o nome Dele nas letras só pra parecer que é
"gospel".

Sola Scriptura!!!
A arte é Dele, a ciência é dele, tudo é Dele!!!!
Anônimo  - .   |200.246.13.208 |10-03-2010 14:09:22
Acredito qe isto venha da incrível capacidade que Deus tem de transformar coisas ruins em bençãos. ;D Ou seja, uma vida, ou coisas seculares as quais gostavamos, podem se transformar em coisas
abençoadas através do poder de Deus. Claro que, como vc dsse,tudo tem seu limite e temos que reter somente o que é bom. Mas falo isso por experiencia propria, pois já escutei várias 'filosofias'
condenáveis pela Igreja, mas que consegui converte-las em pensamentos bons que guiam a minha vida.
Pamela Meireles  - .   |200.246.13.208 |10-03-2010 14:10:29
|200.246.13.208 |10-03-2010 14:09:22

Acredito qe isto venha da incrível capacidade que Deus tem de transformar coisas ruins em bençãos. ;D Ou seja, uma vida, ou coisas seculares as quais
gostavamos, podem se transformar em coisas
abençoadas através do poder de Deus. Claro que, como vc dsse,tudo tem seu limite e temos que reter somente o que é bom. Mas falo isso por experiencia
propria, pois já escutei várias 'filosofias'
condenáveis pela Igreja, mas que consegui converte-las em pensamentos bons que guiam a minha vida.
Genivaldo Gouvêa  - Influências   |187.51.66.54 |25-03-2010 19:05:54
Caro Nelson,
Gosto muito deste tipo de assunto, iclusive quanto à inflências.... Vivemos em um mundo e país de um contraste imensurável de valores. Na arte não é diferente principalmente com relação
à música. O meio "gospel" (ou sei lá o que), tem refletido musicalmente esta incultura explícita que são evidenciadas na mídea de massa. Como brasileiros não damos valor à nossa cultura, e não
conhecemos nem a nossa origem. Como esperar de um povo que vive escravo de um sistema "psicocarcerário" um bom gosto musical? Como diz o Joção Alexandre "Deus não é evangélico e nem
gospel, Deus é Deus". Toda inluêncial cultural e artística são provas de um Deus criador ou melhor, um Deus criativo. Lamento profundamente pelas aberrações que são praticadas nas igrejas
"cristãs" hoje!
Erik-Gunnar   |201.68.4.129 |03-08-2012 15:29:25
Fiquei Impactado com essa colocação, tbém tenho essa visão, Do Senhor é a terra e td que nela existe
Josú Barroso  - Excelente!     |177.76.204.104 |27-01-2013 15:06:32
Cheguei aqui pesquisando sobre, George Harrison.
Excelente post.Muita gente precisa ler isso.
Parabéns!
Ana Claudia  - Obrigada, amigo!   |189.100.212.52 |03-02-2013 10:01:49
Valeu, Barroso! Ajude-nos a replicar este artigo em suas redes de contato. um abraço!
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Última Atualização ( 10 de novembro de 2007 )
 
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