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por Taís Machado
Nesses últimos tempos tem me chamado a atenção a relação entre trabalho e espiritualidade. Tenho estudado um pouco mais a respeito, contudo, muitos outros têm feito o mesmo. Tanto nas universidades, especialmente em pós, e consultorias, esse tem sido um tema apreciado, que começa a ser melhor explorado. Claro que “espiritualidade” possui, nesse contexto, as mais diversas compreensões. As aventuras passam por várias linhas e experiências, aliás, bem estranhas para o cristianismo em geral. Com meu interesse particular nessa área crescendo, as leituras vão se diversificando, e vou me divertindo. Acabo de ler “Como a Starbucks salvou a minha vida”. O fato de tratar do tema salvação me deixou ainda mais curiosa. Trata-se da história real de um homem que perdeu tudo e encontrou a felicidade servindo café (essa é a chamada na própria capa). Michael Gates Gill foi diretor de criação de uma grande agência de publicidade, mas perdeu não só o emprego, como também o status e a família (não lhe faz lembrar a história de Jó?). Mas, aos 63 anos ele consegue um novo emprego, uma oportunidade de ser um atendente numa loja dessa famosa rede (que já está no Brasil há alguns anos). O relato que ele faz é gostoso de ler. Escreve de maneira leve e atraente, partilha as lições da vida através dessa mudança radical. Todo sofrimento o faz refletir com maior profundidade a respeito de suas escolhas, de quem ele era, de quem ele é. Mas, interessante também como a linguagem usada é muito próxima de um clássico testemunho de quem acaba de se converter ao cristianismo. Quer contar detalhes, está bastante empolgado, partilha a respeito das novas descobertas que fez devido à salvação que a Starbucks lhe proporcionou, fala sobre a dignidade, o afeto, a alegria, a gratidão, a humildade, sobretudo, das relações de afeto que encontrou e nutriu ali. Quando fala de sua chefe, Crystal, aí parece que ele está falando de Jesus. Percebe-se, sobretudo para um homem fragilizado, o quanto um ambiente de respeito, aceitação, cooperação, um pouco de disposição e uma pitada de afeto pode resgatar sua autoestima. Num determinado momento ele precisa tomar uma decisão. A decisão visa o seu próprio bem, mas ele teria que deixar o conforto daquele lugar. É muito difícil para ele tomar tal decisão. Ele ouve atentamente, se esforça para compreender e procura reunir forças para fazer o que precisa ser feito. Mas, justamente aí, eu pensei num paralelo sobre a vida de um cristão, que está começando a descobrir a vida em Jesus, procurando compreender seus ensinos, atentar para o significado disso para sua vida pessoal. Voltei ao texto bíblico, na narrativa de Mateus, na fala de Jesus: “Arrependei-vos, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt 4.17). O que será que Jesus está querendo dizer com tais palavras, de modo prático, para a vida daquelas pessoas, enquanto olha nos olhos de seus ouvintes? Hoje, pessoalmente, o que você ouve? A partir disso, o que você vivencia? Partilho um pouco da minha escuta. A Starbucks não salvou a minha vida, embora goste do ambiente e algumas coisinhas que a loja oferece, mas sei que Jesus sim, me salvou. E eu quero partilhar essa experiência avassaladora. O que Jesus oferece é revolucionário. Talvez não faça tanto sucesso como essa rede de cafés, mas, tem sido uma mudança radical na vida de todos aqueles que resolvem acreditar nas palavras desse Salvador. Em alguns momentos, determinados aspectos da minha existência são abordados de diferentes formas por Jesus, dependendo de cada contexto que vivo. A essência é a mesma, mas a forma varia. No momento, o que ouço, apenas numa possível interpretação, é: “O perdão é oferecido, na verdade, está dado. Claro, nem todos, infelizmente, irão desfrutá-lo. Mas, debaixo da graça, dessa Nova Aliança, faz mais sentido abandonar certos caminhos e deixar alguns vícios e posturas que só prejudicam e roubam um tanto de vida em você. Acreditar no que ensinei é a melhor forma de se ajudar e ajudar a comunidade em que vive. Você escolhe. Agora você tem liberdade de escolha, já que antes não passava de uma escrava cega. Você é livre para escolher. Eu só quero o melhor para você e, acredite, eu sei o que é melhor. Na sua busca e ânsia pelo melhor você se equivoca, com atalhos e ilusões. Eu ofereço uma oportunidade. A festa no Reino será plena e não quero que você perca nada. Insistir em erros vai machucá-lo ainda mais. Eu a conheço, sei que quer acertar, então, simplesmente ouça-me. Meu amor quer lhe oferecer mais do que você experimentou até aqui. Há uma intensidade e plenitude que ainda está por ser vivenciada. Qual será a sua escolha? Deixe-me tentar com você. Saia do controle e permita-me assumir. Arrependa-se, que eu prometo que não irá se arrepender. Meu amor é cuidadoso, vamos devagar, as coisas mudarão aos poucos, mas estarão no rumo certo. Você comprovará. Vamos nos divertir e sofrer juntos. Na verdade, enfrentará coisas que nunca imaginou, e será difícil, mas estaremos juntos. Você ficará triste, por vezes, mas, sem perder uma serena e confiante alegria, que não se explica pelas circunstâncias, nem pelas coisas. Mesmo quando tudo parecer não mais ter jeito, eu estarei com você, e a palavra final será sempre VIDA (ainda que com cara de morte). Venha, siga-me”. Pense sobre o que ouve de Jesus e vamos partilhar. A descoberta a partir dele vale a pena, vale a vida. Taís Machado, que nem gosta de café, mas curte ambientes agradáveis e bons encontros, e aprende melhor com eles por causa de Jesus.
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