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20 de junho de 2010 |
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por Wolô
Quando olhar pra si mesmo E não vir nada mais Do que um pássaro a esmo Contra mil vendavais Debatendo-se em penas Tanta pena de si Perguntando-se apenas: - Por que foi que eu nasci? Quando a própria certeza Não passar de um talvez Cada enzima, cada osso, Só um fosso De porquês... E a mais pura beleza For igual aos balões Cada pelo, cada nervo Um acervo De ilusões Saiba, nem um cabelo Cairá se não for Sob o vivo desvelo De um Deus Criador Seu mais lindo poema Se reflete em você - Filho, venha, não tema; Eu Sou o seu porquê Wolodymir Boruszewski, mais conhecido como Wolô, é doutor em Engenharia Aeronáutica na área de Estruturas e Mecânica dos Sólidos, pelo ITA. É membro da Comunidade de Jesus em Campo Belo. Seus poemas podem ser lidos em Recanto das Letras.
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Última Atualização ( 22 de junho de 2010 )
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