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por Alex Fajardo, de Olinda, exclusivo para o Portal
O visitante que chega à cidade de Olinda, Patrimônio Histórico da Humanidade, não pode deixar de conhecer o MAC – Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco. Localizado na parte alta da cidade, fica na rua Amparo, 157. O Museu é um casarão de 1765, e foi tombado em 1966 pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. O local foi planejado para ser uma prisão, aliás, a única prisão eclesiástica que se tem notícia no Brasil: era utilizado para prender homens e mulheres acusados de delitos contra a Religião Católica Apostólica Romana, diz o panfleto distribuído no local. Com o fim do período de inquisição em 1874, deixou de ser prisão eclesiástica e passou a funcionar até 1950 como Cadeia Pública do Município de Olinda. Seu início como museu deu-se para expor as obras adquiridas por Assis Chateaubriand como doação ao estado de Pernambuco. Obra de Portinari O Museu esteve na mídia ultimamente, pois em julho deste ano um dos quadros expostos de Cândido Portinari, pintado em 1959, chamado Enterro. Medindo 23 cm x 33 cm, o quadro foi pintado em óleo sobre madeira, e integra a série azul do pintor. Está avaliado em torno de R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão. Funcionários contaram que perceberam o crime na hora de fechar o museu, quando viram que uma moldura sem tela havia sido colocada atrás de uma janela. O museu não tinha circuito interno de câmeras, e estão em planos de realizar a instalação. O furto aconteceu não como invasão, mas em plena luz do dia. O ladrão entrou como um turista e retirou o quadro da moldura, enrolou e saiu do museu calmamente. O quadro foi recuperado algumas semanas depois no Rio de Janeiro, quando estava sendo realizada a tentativa de negociação da venda da obra no mercado ilegal. Atualmente, o quadro esta em destaque no centro de uma das salas, encontra-se protegido por uma redoma de vidro e proibido realizar fotos de perto.
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