Cristianismo clichê PDF Imprimir E-mail
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17 de março de 2011

Image por Gerson Borges

Deus tem uma obra na sua vida. O inimigo está furioso. A vitória é nossa. Há poder em suas palavras. Quem não vem pelo amor vem pela dor. Vamos entrar na presença de Deus. Deus é pai, não é padrasto. Clichês. Frases (preguiçosamente) feitas (repetidas).

Longe de mim as pretensões enciclopédicas, mas devo lembrar - ou informar - que o termo de origem francesa no seu berço semântico nomeava um interessante objeto, uma matriz tipográfica que se repetia  indefinidamente. Funcionalidade. Praticidade. Repetição útil. O objeto-técnica aos poucos tornou-se metáfora de repetição burra, inconseqüente e desnecessária, que  não acrescenta nada, verdadeira inutilidade idiomática, completo vício lingüístico.

Aliás, é exatamente isso: vício. Mecanismo que domina o usuário. Uma droga, o clichê. Autores de fato inteligentes trazem consigo profunda ojeriza dos tais lugares-comuns. "Era uma vez..." como abertura e "... foram felizes para sempre" de fechadura  ficam bem em Andersen, mas duvido que Ruth Rocha faça dessa fórmula uma liturgia sine qua non para seus belíssimos contos infantis! Aquele famoso " obrigado, geeeeeeente!" do fim dos shows, seguido de "Por que parou, parou por quê?" são claramente elementos de um ritual simbólico dessa mágica interlocução artista/público. Clichê carece de intencionalidade, de voluntarismo e é inconsciente; não é uma palavra ou frase que usamos, mas que nos usa.

Pior que os clichês da literatura, da música (muito boa a saída de Marisa Monte ao subverter a norma culta e dizer "Beija eu, beija eu "em vez dos  cansativos "Eu te amo", que não passam de muletas), da política (" É preciso debater o tema com a sociedade" , "Pesquisa não ganha eleição" ), da educação (" conhecer a realidade do aluno" ), do cinema americano ("vamos pedir comida chinesa, amor?", tiras que, às vésperas da aposentadoria, tecem uma missão impossível ou que passam horas vigiando suspeito empanturrando-se de café e donuts) são os da religião. Em especial do cristianismo evangélico tupiniquim.

Semanalmente essa praga lingüística irrompe nos púlpitos e se alastra pelos bancos. "Somos cabeça e não cauda", "Somos filhos do Rei", coisas desse natureza distraída ou adoecida de sentido. Alerta: não confunda citação bíblica com clichê. Seria o mesmo que criticar um autor por evocar Shakespeare ou Camões e tachá-lo de preguiçoso. É o uso desrespeitoso e apressado  que se faz das Escrituras o problema. Quem ainda suporta aqueles micro-sermões entre os cânticos do "período de louvor" ? Quem acredita na necessidade, sentido e relevância de frases como "Deus quer tratar com sua vida hoje à noite. Você não sairá daqui do modo entrou (...)"? Isso para não nas letras esdrúxulas, algo constrangedor que nos vemos obrigados a cantar nos cultos por aí. Quando não é o caso de um lugar-comum, trata-se de um lugar-absurdo, como esse caso: "olhei pro céu/e vi que sempre foi azul/ Como é bom dizer/Jesus I love you". Preciso comentar?

A oração é um outro exemplo: observe o conteúdo das nossas orações. Será que conseguimos orar três minutos sem usar as muletas tais como "Amantíssimo Deus", "Mais uma vez entramos em sua presença", "entra com providência" , "vai tocando (SIC) cada coração" , "perdoa nossos pecados de omissão e comissão" e coisa do mesmo tipo e tristeza. Orações para fora - para os outros, e deveria ser para cima - para Deus.

Preguiça. Vã repetição. Reza gospel. Martin Luther King Jr me sacode de alento ao sugerir que "É melhor oração sem palavras do que palavras sem oração". Ana, orando-chorando, no templo. Ainda bem que Deus, o Senhor, o Pai nos aceita e entende em Jesus, O Verbo, o Filho e nos concede o auxílio do Espírito, que ora em nós de modo "inexprimível" (supra lingüístico).

A oração simples nos socorre: "ore como puder, não como quiser".  As orações-relâmpago de Neemias, a fórmula do cego: "Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim, pecador", a completude e a adequação do Pai-nosso. Há o que dizer, há o que calar diante do Senhor. Quem deseja uma outra gramática deveria mergulhar na amplitude-tessitura-abrangência emocional e existencial dos Salmos, nossa "escola de oração" (Peterson), "anatomia da alma" (Calvino) .

Como seria aceitar a orientação de um às das palavras, como Fernando Sabino, que dizia "escrever é cortar"? Como seria levar a linguagem litúrgica, homilética e devocional (louvor, pregação e espiritualidade)  tão a sério que as repetições de palavras  e idéias fossem usadas com toda a parcimônia e lucidez do recurso formal da poesia, nunca "tipo assim, quer dizer, coisal e tal"?

Vejam os Clássicos: a lucidez dos argumentos de Paulo, a deslumbrante inventividade de Guimarães Rosa, a erudição nunca cansativa e ensimesmada em abstrações de C. S. Lewis, a exuberância dos argumentos brilhantes de Calvino, o cativante respeito e reverência de Eugene Peterson às palavras?

Aliás, Peterson me inspirou a escrever esse texto-provocação. Lendo seu maravilhoso livro autobiográfico The pastor, a memoir (no Kindle - acabou de sair nos EUA )  cativou-me o relato de sua juventude como estudante de teologia. Como eu, Eugene Peterson cresceu num ethos pentecostal devoto e íntegro, mas no qual a fraqueza dos argumentos era compensada pelo volume da voz do pregador. Ao estagiar numa igreja presbiteriana em Nova Iorque, sua vida foi para sempre influenciada pelo ministério de George Arthur Buttrick, "um poeta no púlpit : durante um ano ouvindo-o pregar dominicalmente, eu nunca vi um só clichê passar por seus lábios". Ah, que maravilha o dia em que a ortodoxia dá as mãos à poesia! Quer dizer, tipo assim, né?

Gerson Borges é músico, educador e procura apaixonadamente ser um pastor de pessoas e de palavras.

Comentários
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Augusto Guedes  - Sem título para não usar clich     |201.9.203.123 |18-03-2011 08:51:54
kkkkkkkk... muito bom!
Não sei se gargalho ou se choro?
Como comentar esse texto sem clichês do tipo "Faço das palavras do Gerson as minhas" ou "Por que não escrevi esse texto?" se
concordo plenamente?
Na realidade, querido Gerson, parece que você invadiu a minha mente e os meus sentimentos com relação a essa prática cristã dos dias atuais, e ainda acrescentou a sua experiência
e os seus conhecimentos. Obrigado por ter escrito tudo isso com a sua habilidade de criticar "com firmeza e ternura"... ôpa, utro clichê! Ou vale a pena mencionar como título de livro? Não
resisto a também usar outro: "Valeu demais!" (título de música), mas é pura verdade em relação à minha gratidão ao ler o seu texto.
Forte Abraço!
Gerson  - Obrigado !     |200.161.61.18 |01-04-2011 11:38:46
Obrigado pelo comentário generoso e motivador, abraço, Gerson
Homero Neto  - Excelente texto     |187.79.67.155 |18-03-2011 12:24:40
Oi Gerson,
Grato pelas palavras elucidativas! Acho que não só o público dito evangélico deveria ler este texto. Essa atual geração é acostumada a não pensar, a não praticar a transpiração a fim de
termos músicas, poemas, filmes, ações educativas mais elaboradas precisaria ler também! O que acontece com os evangélicos em parte é reflexo social e em parte é preguiça manipulativa de fazer o
exercício de suas faculdades mentais fruto de um evangelho fast-food.
Abraço!
Gerson  - Concordo     |200.161.61.18 |01-04-2011 11:40:05
De fato, fast food é ruim demais e não apenas na comida mas em tudo o que consumimos - religião, inclusive...

Abraço fraterno, GERSON
Ebeneser Nogueira     |189.122.90.148 |19-03-2011 23:24:05
Gerson,
Eu, que vivo cansado dos lugares-comuns eclesiológicos e da pasteurização evangélica, só posso agradecer por seu texto tão sincero, premido entre a catarse e a confissão. O modo despojado com
que você abre o coração me abençoa.
Abração!
Gerson  - Eu é que agradeço     |200.161.61.18 |01-04-2011 11:43:46
Eu é que agradeço o fato de ser lido por gente inteligente e exigente ! Felicidade, meu querido !
Eric Jóia  - Bom texto     |189.25.202.1 |26-03-2011 12:06:00
Essa veio do coração de Deus (rsrsrsrsrsrsrs).

Parabéns pelo texto, bastante inspirador. Só acho importante não esquecer que alguns que recorrem a clichês, o fazem por incapacidade de expressar-se de
outra maneira por motivos diversos até mesmo pelo despreparo intelectual e/ou cultural. No entanto o coração pode carregar uma sinceridade tão mais densa que um desenvolto poeta.

Enfim, não é o
vernáculo apenas que conta. Que consigamos unicr paixão e desenvoltura de expressão, sem contudo esquecer que o que de fato importa é o amor.
Gerson  - Diferença     |200.161.61.18 |01-04-2011 11:44:55
É, você está cert: minha crítica vai para os clichês da indolência, não para os da limitação , valeu o toque ! Abç, Gerson
Marli Camargo  - Cliches...   |189.138.84.239 |26-03-2011 16:49:31
'GLORIA A DEUS' esse é cliche tambem, né??rsrs

Que texto rico!!! Aprendemos falar das coisas de Deus, reconhecendo que os outros podem produzir,compor,criar e relacionar com o Pai de forma unica e
especial. Como Ele nos ve e se relaciona conosco.

A questão dos clichês, são oriundas das escolas onde a tradição pela repetição sem o exercício do pensar e refletir é fato.Infelizmente é parte da
historia e da cultura, e não somente da chamada igreja.Sejamos compreensíveis com essa gente.
Muitos iniciaram assim seu 'ministério', repetindo os que ouviram de seus maestros ate mesmo para serem
aceitos no meio, e hoje com o ascesso a livros, reflexões, grupos e outros instrumentos, foram se transformando e transformaram.
Outros mesmo com o acesso, seguem 'manipulando' a massa, como forma de
manter-se no 'poder',com cliches e sem eles e infelizmente atraves mesmo da chamada "Arte e cultura cristã".
Mas que importância isso tem? Se o Pai vai mesmo olhar o coração de cada um
individualmente, com cliches ou sem eles. Ja estamos no sec 21,mas ha muito para caminhar, para aprender e fazer.
Mas o legal mesmo, vai ser chegar na eternidade e cantar uma canção, falar daquele
texto, daquele amigo que o fez enxergar o que era Graça, Misericórdia de Cristo( Conceitos para tanta gente dificil de entender) ,falar ate mesmo de como os numeros(logica) o fizeram entender o
evangelho, e quem sabe citar aquele poema que so foi possível compor quando voce e Ele, estavam juntinhos e ninguém se manifestou dizendo...
...' "GLORIA A DEUS..ALELUIA!!!" .."Deus tem
uma obra na sua vida"... porque antes que alguém falasse, você ja havia experimentado. E isso!!
Gerson  - Glória a Deus não é clichê !     |200.161.61.18 |01-04-2011 11:50:18
Glória a Deus não é clichê ! Ou pode ser, uma muleta, uma "vã repetição ". De vez em quando eu digo" Glória a Deus! " com a boca e o coração cheios...por não ter mais nada a dizer.
Valeu o comentário, Abraço, GERSON
Angélica     |189.62.218.116 |28-03-2011 20:10:32
"É um escravo do signo aquele que usa ou venera algo significante sem saber o que significa."

Santo Agostinho
Gerson  - Linguística     |200.161.61.18 |01-04-2011 11:51:39
Bom comentário : Agostinho, o primeiro linguísta e filogo ( depois dos gregos )! Abraço grande, GERSON
Angélica     |189.62.218.116 |28-03-2011 20:12:47
"É um escravo do signo aquele que usa ou venera algo significante sem saber o que significa."

Sto.Agostisnho
Talita   |187.126.228.182 |31-03-2011 00:50:11
Achei fantásticas as suas colocações.Até mesmo enquanto criançãs aprendemos a orar em uma determinada ordem de coisas a serem ditas.Essa parte específica do seu texto me chamou a atenção.Sempre foi um
problema pra mim orar em voz alta e em público por não gostar muito dessa "ordem" ou por não saber dizer palavras rebuscadas.Eu queria simplesmente iniciar dizendo "Senhor", continuar
a dizer o que quisesse do meu jeito e terminar agradecendo e dizer Amém.Mas as pessoas iriam saber que não sabia falar direito ou eu ia "fazer feio".E ainda tem pastor que a pregação inteira
só pronuncia clichês para atingir a mente das pessoas...A naturalizadade é tão melhor e mais rica não é mesmo?
Um abraço
Gerson  - Sim, naturalmente     |200.161.61.18 |01-04-2011 11:53:54
Sim, o natural é melhor: mas a espontaneidade pode trazer consigo a armadilha da supercificaldade. É bom ter isso em boa lembrança, sempre e sempre. Algo escrito previamente e lido, numa celebração ,
por exemplo, pode ser mais rico que o palavrório sem direção e nexo da espontaneidade superficial e oca. Agradeço seu comentário ! Gerson
Marcelo Quirino  - Gostei     |200.191.197.195 |01-04-2011 10:11:47
rsrsrsr, gostei, muito bom!
Gerson  - Bom     |200.161.61.18 |01-04-2011 11:54:29
Bom saber disso, felicidades, Gerson
Leandro  - Aprendendo   |187.71.49.178 |03-04-2011 21:07:37
Olá, pastor!!! Antes de escrever meu comentário, quero desculpar-me por minhas "limitações linguisticas", mas não posso deixar de me expressar.Li o seu texto, e me identifiquei muito com a sua
linha de pensamento, e não estou falando apenas dos clichês, mas de tudo que envolve o comportamento da grande maioria dos cristãos. Isso me incomoda, muitas vezes sinto-me algemado no meio de pessoas
hipnotizadas e pouco críticas, todos se espelham em pastor fulano, pregador siclano, cantor beltrano, e por aí vai, mas é JESUS??? Quando vamos olhar pra JESUS, pelos relatos da bíblia era tão simples
ser cristão. Não enxergo isso hoje, prosperidade é ter um carro novo, uma casa enorme, um emprego que mostre status, e não, se colocar no lugar do outro, estender a mão, ao invés de apontar, defender
a verdade bíblica e não interesses políticos dentro das igrejas.
Seu que fugi do contexto, meu comentário tomou outro rumo, mas a indignação é a mesmas, naõ quero ser um CRENTÃO, quero ser CRISTÃO,
sonho em ter uma clínica de recuperação para moradores de rua, estamos engantinhando, hoje, somos apenas um grupo de amigos (irmãos) que levam algumas marmitas nas madrugadas e nos compadecemos deste
que estão excluídos da sociedade, e oque ouvimos??? vc é louco, cuidar de vagabundo nas ruas, bandidos, drogados.Aí, olho pra CRISTO e tento imaginar onde ELE estaria, nas grandes e imponentes
igrejas, com seus membros com roupas impecáveis, postura arrogante ou nas ruas, no frio da madrugada, com áqueles que ninguém se importa???
Obrigado pelos seus textos, por serem motivadores, e me
trazerem conforto, por saber que existem outras pessoas querendo ser simples, ser CRISÃO, apenas isto....
DEUS o abençoe...
Gerson  - Empatia   |189.55.254.25 |25-04-2011 09:25:17
Leandro, seu comentátio é comovente! Você não saiu do assunto/contexto não, meu caro - a banalidade da nossa linguagem reflete a efemeridade do nosso coração. Essa "tologia " rasa, incoerente,
essa não-teologia vasa para a nossa linguagem ( " A boca fala do que enche o coração "). Gostei de sua proposts "crisão , ao invés de CRENTÃO ".
É, o negócio, a saída é voltarmos para
a simplicidade tão rica e profunda dos Evangelhos. A solução é volar a ter JESUS no centro. Deus, o Senhor, seja com a santa idignação do teu coraçao!
Anderson Grant   |189.124.203.121 |09-04-2011 07:40:57
Como todo vício é difícil livrar-se dos clichês e como toda palavra de exortação quem a recebe não gosta no início, após isso tem a oportunidade de refletir e decidir aceitar e mudar ou continuar na
comodidade. Não gosto de clichês e tento caminhar longe deles, não quer dizer que tenho sucesso, na verdade quase sempre procuro pela comodidade e o texto me acertou também, principalmente o que mais
me chamou atenção foi sobre a oração, como sempre que oro em público não oro.

Abraço Gerson
Deus continue te abençoando. =)
Gerson  - Eu escrevi para mim mesmo...   |189.55.254.25 |25-04-2011 09:29:23
Mano, num certo e grande sentido, eu escrevi para mim mesmo...que essa praga, peste esteja sempre longe da minha boca, fora do meu coração. Quero falar pouco e falar muito, orar pouco e orar
muito/sempre. "Orar é manter amizade com Deus", dizia Clemente, Pai da Igreja antiga. Os melhores amigos passam tempo juntos, tempo em silêncio, inclusive. Orar é mais que falar longa e
repetidamente o mesmo com Deus.
Que Ele seja com a fome da nossa alma, fome de comunhão com Ele !
Abraço largo , GERSON
Mateus Pegrucci  - Ah...     |201.92.127.210 |10-04-2011 18:42:52
Esses vícios que vemos hoje em dia é complicado de ser arrancado. Eu moro em uma cidade do interior e a maioria das igrejas são desse tipo de estrutura, diga-se de passagem, mas eu tento não me apegar
a esses meros 'clichês' linguísticos que só nos levam a um vocabulário às vezes pobre, para falar com D-us, que merece toda a nossa sinceridade de coração, nada mais que isso. Sigamos o exemplo do rei
Davi, nos guardando e seguindo a D-us com toda a sinceridade, simplicidade e humildade de coração. Chega de preguiça e vamos seguindo a estrada rumo a esse amor que nos constrange sempre.

Grande
abraço.
D-us esteje com você sempre.
Gerson  - É GLOBAL   |189.55.254.25 |25-04-2011 09:32:33
Caro MAteus, isso é global, não é um fato do interior apenas ou principalmente: o mundo religioso do cristianismos ocidental - tanto o católico quanto o protestante - vem caindo nessa vala escura da
linguagem irrelevante, do ritual oco, da auto-adoração... Uma pena!

Deus nos ajude, GERSON
Marcelo Santos     |189.59.225.229 |12-04-2011 16:27:22
Ótimo artigo pessoal. O clichê é uma praga. É a falta da integridade de nossas palavras. Gerson, que escreve canções e textos lindos e ímpares não se cansa de procurar e encontrar belezas reveladas
pela Graça. As palavras tem que sair de coração. Se não for assim, melhor calar. Basta dessa onda de "tira o pé do chão e faz barulho".

Existe um texto bem bacana sobre essa questão da
jornalista Eliane Brum, o "Vida de Clichê" http://migre.me/4etJk . Vale a pena ler.

Um abraço carinhoso no Gerson Borges e em toda a equipe de Cristianismo Criativo
Gerson  - Valeu a dica, querido!   |189.55.254.25 |25-04-2011 09:34:01
Valeu a dica, querido Marcelo!
Obrigado pelo incentivo sincero e generoso!
Adriana   |187.1.202.171 |25-04-2011 02:30:56
Maravilhoso texto! Me identifico e confesso que o assunto em questão sempre me incomodou. Mas o que fazer para deixar esse "vício"? Gostaria muito de enriquecer meu vocabulário e fugir dos
clichês.
Gerson  - Uma sugestão, apenas...   |189.55.254.25 |25-04-2011 09:45:21
Um abraço-sugestão, apenas...

1. LEIA. TODOS OS DIAS. E PENSE NO QUE LÊ.

2. MANTENHA UM DIÁRIO, ONDE ESCREVE PEQUENAS FRASE, IDÉIAS, COISAS POUCAS E RELEVANTE. AJUDA A "PENSAR SOBRE O
PENSAMENTO".

3. LEIA A BÍBLIA, LEIA DEVAGAR, LEIA COM AJUDA ( Maravilhosa Bíblia e Trovão inverso, de Eugene Peterson; A Bíblia que Jesus lia, de Philip Yancey podem ajudar. LEIA POUCO E
DEVAGAR, DEVOCIONALMENTE ( Em Meditatio, Osmar Ludovico ensina a reiqueza da Lectio Divina, leitura "orante" das Escrituras. Muito bom ! )

4. LEIA PAULO FREIRE, RUBEM ALVES ( TEXTOS SOBRE
LEITURA, EDUCAÇÃO ).

5. LEIA GUIMARÃES ROSA, LEIA GRACILIANO RAMOS: APRENDA O QUE É RESPEITAR AS PALAVRAS, USÁ-LAS COM REVERÊNCIA, ESCOLHA, CARINHO E ...SIGNIFICADO.

6. LEIA POESIA: DRUMMOND, ADÉLIA
PRADO, CECÍLIA MEIRELES, MANUEL BANDEIRA, FERNANDO PESSOA... "POETAS SÃO PASTORES DE PALAVRAS", DIZ EUGENE PETERSON.

7. LEIA BONS JORNAIS , OU PELO MENOS OS EDITORIAIS E CADERNOS LITERÁRIOS (
NA FOLHA DE SP, A ILUSTRÍSSIMA ).

8. FALE DEVAGAR ( CONFESSO QUE É MINHA MAIOR LUTA - MAS INSISTO , PERSISTO ). PENSE NO QUE, PORQUE E COMO DIZER.

UM ABRAÇO FRATERNO, GERSON
robson   |187.10.252.190 |26-04-2011 12:05:16
Gerson parabéns; concordo com vc em número ,gênero e grau
Gerson  - Valeu !     |189.55.206.87 |19-05-2011 22:33:57
Valeu a participação, amigo !
Claudinei Felipe  - Clichê em todo acolá...     |187.57.228.104 |03-05-2011 17:41:05
Risos... Ótimo artigo. Faço parte de uma denominação pouco notável na mídia, mas nossos extensões são mundiais. E sempre quando visito uma igreja do nosso ministério parece que não sai de casa...
ping, ping, ping, parece a mesma goteira!
Deus inspire nossos poetas!
Gerson  - Estranho     |189.55.206.87 |19-05-2011 22:35:03
É realmente estranho como a gente reproduz, espalha e perpetua esse padrões repetitivos - como se fôssemos máquinas !
Mateus Feliciano  - Musica     |201.82.70.242 |19-05-2011 09:15:46
Gerson,

este texto dá música hein ?
a parte do rap eu faço nela... rs
Gerson  - Opa...um parceria à vista?     |189.55.206.87 |19-05-2011 22:35:46
Então manda bala, mano ! Seria fabuloso!
RAQUEL  - comentário     |200.170.222.242 |30-05-2011 18:20:40
Oi GOSTEI MUITO AO LER SEU TEXTO BASTANTE PROFUNDO, CONSTEXTUALIZADO. Quem assume sua vida de cristão, procura refletir em seus momentos de oração de acordo com seus conhecimentos e aprofundamento
religioso ou seja sistemáticamente como recebeu essa orientação que carrega consigo mesmo independentemente de ser acadêmico ou não. Raquel
Flavio Spressola   |189.83.193.209 |25-09-2011 04:46:45
Pr. Gerson
Obrigado pela provocação edificante! Abomino a prática, mas muitas vezes acabo utilizando-a...Que praga! Vou procurar seguir suas dicas acima! Grande abraço.
José Luiz  - Comentário   |189.83.6.114 |28-09-2011 11:22:52
Parabéns.
O povo de Deus precisa aprender como sarar as feridas alma.
Então precisa aprender a raciocinar.Interpretar.
Corinne Heline escreveu- A bíblia gera alguma coisa quando tomada
literalmente;gera mais, quando entendida alegoricamente
e o máximo quando interpretada simbolicamente.
José Luiz   |189.83.6.114 |28-09-2011 11:23:36
Corinne Heline escreveu- A bíblia gera alguma coisa quando tomada literalmente;gera mais, quando entendida alegoricamente
e o máximo quando interpretada simbolicamente.
José Luiz   |189.83.6.114 |28-09-2011 11:24:28
Corinne Heline escreveu- A bíblia gera alguma coisa quando tomada literalmente;gera mais, quando entendida alegoricamente
e o máximo quando interpretada simbolicamente.
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Última Atualização ( 17 de março de 2011 )
 
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