Mais Coca-Cola do que Guaraná? PDF Imprimir E-mail
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26 de agosto de 2011

Image por Augusto Guedes

Somos a terra do Guaraná, mas se chamarmos o garçom e pedirmos um suco de laranja, desde que não natural, provavelmente virá uma coca-cola, ou melhor, mais um produto coca-cola. Confira da próxima vez na caixinha ou garrafa, e verá!

Algo bem parecido acontece com a nossa música ou, porque não dizer, com o nosso meio chamado de cristão evangélico, que na nossa pátria amada recentemente mudou para “gospel”.

Outro dia fui assistir a um musical por brasileiros que, no meio da apresentação só faltou alguém gritar... “praise the Lord!”. Todas as músicas eram importadas, a forma de se apresentar, as vestes, o jeito de falar, as imagens produzidas no telão, as ilustrações... “tem neve caindo lá fora...” em pleno verão brasileiro. Muitas vezes até aquilo que é produzido por nativos revela serem estes cativos de estilos ou elementos musicais de fora, na maioria, da terra do Tio Sam.

Por que será que na terra da bossa e do frevo, durante tanto tempo a igreja os tratou como doença contagiosa que deveria ser evitada, assim como o pecado? Por que é admissível trocar presentes trazidos por Santa Claus (Papai Noel) ao redor de um pinheiro enfeitado na manhã de natal, mas dançar uma quadrilha do nosso folclórico São João não o é? Pior que isso só a desgraça, ou, melhor dizendo, a falta de graça, em se achar que há algo mais espiritual num determinado estilo ou jeito de fazer e ser.

Por favor, não me entendam mal! Gosto de músicas estrangeiras, mas nem todas, é claro. Curto Keith Green, Petra, Michael W. Smith, Jack Hayford, Graham Kendrick, Twila Paris, Bob Fitts, entre outros. E por que não lembrar dos belos hinos tradicionais de Fanny Crosby? Muitos, dentre outros, me edificam até hoje!

Admiro o investimento exemplar, com o dinheiro verde que traz a expressão “In God we trust”, em missões ao redor do mundo; tenho amigos norteamericanos, convivi de perto e aprendi com vários missionários estrangeiros; reconheço o fruto do trabalho de tantos que se doaram para que o nosso Brasil brasileiro conhecesse Jesus, desde os primeiros como o escocês Robert Kalley (Igreja Congregacional), o norteamericano Ashbel Green Simonton (Igreja Presbiteriana), ou os suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg (Assembléia de Deus), até alguns mais recentes e até contemporâneos como Haroldo Heimer e Ary Bollback (Palavra da Vida), Donald Phillips e Paul Overholt (Mocidade para Cristo), o casal William e Rena Butler (Colégio Quinze de Novembro), o holandês Frans Leonard Schalkwijk, o boliviano filho de norteamericanos, Russel Sheed, e George Theis (Palavra da Vida), que de forma pessoal investiu na minha caminhada com Jesus. E o que dizer do fruto, inclusive musical, do trabalho de Jayme Kemp, treinando equipes missionárias de jovens que utilizavam a música como meio (VPC), além do seu trabalho com famílias (Lar Cristão)? 

Certamente cada um trouxe consigo bagagens culturais, mas o maior problema está em nós mesmos, que antes de cada jogo da nossa seleção de futebol canta “ó pátria amada, idolatrada, Salve! Salve!” e idolatra quase tudo que vem de fora. É a igreja que tem em sua declaração de missão a valorização da cultura nacional e lança um CD com apenas uma música de autor brasileiro; é o programa musical do culto de domingo que não traz nenhum ritmo nosso e muitas vezes nenhum dos nossos autores; é a livraria que vende bem aquele DVD, produto nacional, porque tem cara e jeito de importado; é o congresso que ganha um upgrade de valorização por ter uma atração internacional.

Há algum tempo, ouvi de um ministro de louvor brasileiro a idéia impensada, precipitada, herética e absurda de que os estrangeiros de um determinado país sabem louvar melhor. Nesse caso, só ironizando com uma oração... Senhor, tem misericórdia! Por favor, salve! salve! Isso sim é extravagante! Pior ainda é constatar que nem todos conseguem sequer enxergar isso. Uma das conseqüências é, por exemplo, uma congregação de brasileiros que não consegue sequer acompanhar com palmas um cântico em ritmo de afoxé, como por exemplo, “Viva Chama” de Jorge Camargo. Aliás, provavelmente nem sabe que ritmo é, e se tomar conhecimento talvez não queira mais cantar pelas associações feitas. Se desejar, confira da próxima vez, se estiver na lista de cânticos do domingo, é claro!

Mesmo parecendo desgastado ou enganosamente inapropriado o assunto, valem a pena as perguntas: o que estamos fazendo com a nossa música brasileira? O que está acontecendo com a nossa igreja brasileira? Por que será que para a desenvolvermos necessitamos de um método importado? Iniciamos um “trabalho” e logo procuramos nos associar a alguma instituição de fora, que desenvolve algum modelo, sistematiza algo de alguma forma, e, muitas vezes, desde que reproduzamos o seu método, paga a conta. Nesse caso, deixa de ser igreja para ser mercado, talvez franquia, ou qualquer outra coisa do mundo dos negócios, da indústria da fé, do pecado ou interesse do homem, e não das coisas do Espírito de Deus. 

Quando a igreja brasileira irá conseguir celebrar com o frevo ou xote, como o faz com um rock ou com uma música judaica? Quando irá conseguir contemplar ao som de uma bossa, como o faz com uma balada lenta? É como viver numa grande floresta tropical e não desfrutar do alimento saudável e natural de todas as deliciosas frutas que estão ao redor, disponibilizadas pelo próprio Criador, porque simplesmente só se consegue enxergar e desejar, não a manga, a banana, a tangerina, o açaí, o cupuaçu, o taperebá ou o guaraná, mas sim o cramberry, o blueberry, o grapefruit, a amora ou a amarena que só tem condições de aqui chegar muito bem embaladas ou congeladas.    

Em nosso meio, tem muita gente boa fazendo música brasileira e que a igreja brasileira precisa conhecer melhor! Podemos fazer uma lista enorme!

Quanto ao refrigerante, ironicamente, ao escrever este texto, tenho uma coca zero à mesa, ao lado do computador, mas nunca deixando de apreciar um saboroso guaraná.

Que o Bondoso, que está acima e independe de toda e qualquer cultura, continue sendo misericordioso para conosco, brasileiros de pequena fé.

Augusto Guedes é sulamericano, brasileiro, um dos fundadores e diretor-executivo do Instituto Ser Adorador (ISA), pastor, empresário, e participa de uma comunidade de discípulos de Jesus em Fortaleza-CE.

   

Comentários
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tavia monte   |187.78.126.245 |28-08-2011 14:48:47
como sempre sábias palavras e o coração desejoso de vivenciar uma igreja de Jesus, realmente de Jesus, não é? Também partilho desse desejo e quem sabe um dia voltamos a trabalhar juntos,
hein?!!!
saudades...
Anônimo   |187.79.234.194 |28-08-2011 23:36:04
ô querida Távia!
Saudade dos bons tempos que não voltam mais.
Quanto a igreja, o Espírito continuará cuidando bem dela, embora os homens sempre achem que podem fazer alguma coisa.
Realmente não
depende de nós!
Um beijo pra você, Larinha e Nina!
rapha sousas     |187.85.18.143 |28-08-2011 15:36:51
Tenho muita dificuldade de entender este assunto, ja que se isso acontecer, de os ritmos brasileiros invadirem as catedrais e comunidades, será daqui ha 10 ou 20 anos, não pela falta de tentativa, mas
pelas igrejas fechadas a esses ritmos e musicos amadores que cresceceram acreditando que o pop-rock tocada por adolescentes(inconscientemente) levam a igreja a cantar louvores .
Acho que um
treinamento com esses ''novos'' lideres de louvor nas igrejas locais, seria uma boa tentativa de enxergar daqui ha 10 anos e ver igrejas cheias cantando e ritmos brasileiros e gringos como REGGAE,
ROCK, TECHNO...até o proprio ''brega''por que não....
Eu não sou o maior ''fã'' do samba ou frevo... mas respeito. Tenho receio de que numa comunidade inserida na ''favela'' necessariamente precise
tocar samba, frevo ou bossa ja que com RAP, hip hop essas se identificariam mais .
Fabiano Souza     |186.213.12.104 |28-08-2011 16:15:42
Belas palavras meu querido!
Eu fico pensando quantas pessoas deixaram de se relacionar com Jesus por ver em nós que o Reino de Deus parece não voltado para os brasileiros.
As vezes penso que, apesar
de Jesus implantado o Reino de Deus entre nós, as nossas práticas ainda apontam que Deus, ainda nos nossos dias, tem uma nação eleita (USA); pois quase tudo que dizemos ser do Reino de Deus nós
importamos de lá. eu também quero dizer muitos irmãos de vários países nos abençoaram e ainda estão nos abençoando. Mas a igreja brasileira, nós, precisamos nos preoculpar com Reino de Deus entre
nós!!!
Tamosauskas  - Quem além de você?   |201.81.209.18 |30-08-2011 20:19:39
http://www.youtube.com/watch?v=mcvMC8AxGuA

http://www.youtube.com/watch?v=mcvMC8AxGuA

Tradução do Google:

Além de você que não eu e quem mais está no céu
Além de você eu não tenho nenhuma ligação
com o solo fora
Quem além de você para enxugar minhas lágrimas
Quem além de você para me trazer conforto

Embora o meu corpo e coração
Diminuir gradualmente
Mas Deus é a fortaleza do meu
coração
Minhas bênçãos para sempre
Júlio Koenigkam   |201.9.87.64 |01-09-2011 21:18:56
Grande Augusto,

Realmente é triste perceber que a nossa bela e rica cultura ainda encontre tanta resistência dentro das igrejas.

Incrível como ainda nos dias de hoje estigmatizam nossos ritmos como
profanos e exaltam algumas porcarias descartáveis como sendo "sagradas" e "ungidas" somente por terem uma sonoridade de característica importada.

Bom mesmo é poder saborear um
Grapefruit,um açaí,uma cereja e um cajú, e agradecer ao criador por disponibilizar tanta diversidade pra gente.

Abração!
David Pessoa   |201.12.20.2 |03-09-2011 04:25:15
Como sempre, um excelente texto.
É triste ver essa realidade e é mais triste ainda notar que quem consegue ver isso é minoria, e o certo acaba sendo tratado como o errado.
Quero louvar a Deus com
minha brasilidade, mas às vezes me sinto a voz que clama no deserto. rsrs
Quando reclamo disso na comunidade a qual faço parte, os demais músicos da igreja até concordam, mas creio que eles achem
mais fácil deixar como está.
Que pena!
Augusto Guedes  - Continue Firme!     |187.79.197.43 |10-09-2011 02:52:43
Querido David,
Sei que não é fácil. Nem todos enxergam, querem ou estão dispostos a mudar aquilo que já está confortavelmente instalado. Curta a boa música brasileira na indvidualidade, exerça o amor
para com os outros na coletividade. COntinue firme! Com o tempo, oportunidades virão!
abraço!
Everton Rabelo Cordeiro  - Globalização de mão única   |189.2.42.10 |09-09-2011 14:00:43
Interessante é que é comum em filmes americanos sempre há bossa nova sendo tocada. Vez por outra tocasse o velho samba. Consumimos coca-cola e hamburguer, mas não sei de ninguém que compre pastel com
caldo-de-cana, tapioca ou pão-de-queijo numa esquina em Nova York.
Alguém acha Nelson Bomilcar, Vencedores, entre outros, nas Americanas ou Saraiva, dentre outras?
A propósito a Coca Cola tem no
Amazonas uma das maiores fazendas com plantio do bom e velho guaraná. E quando for tomar o refrigerante Jesus, no Maranhão, observe a marca da Coca Cola.
A isso chamamos de Globalização de mão única
Augusto Guedes     |187.79.197.43 |10-09-2011 02:54:50
Mais uma vez, valeu Everton! Obrigado pela contribuição.
Forte abraço!
Marcus   |17-09-2011 22:51:32
Então pessoal ... Eu tenho uma banda e nós temos tocado em concursos de bandas e temos falado de Cristo, de esperança, de luz e valores cristãos ...Eu queria poder mostrar mais músicas, mas no entanto
só temos 2 gravadas ...

que Deus os abençoe

http://www.youtube.com/watch?v=pM6ot9GyC0A
Augusto Guedes  - Sem muita relação     |187.79.222.19 |18-09-2011 17:04:04
Não sei exatamente porque o Marcus fez esse comentário aqui, sem talvez muita relação com o texto, a não ser a oportunidade de entrarmos no link sugerido e constatarmos a veracidade das palavras.

Deus abençoe a sua banda, Marcus!
Augusto Guedes     |200.233.70.205 |26-09-2011 10:40:50
Em tempos de Rock in Rio resolvi voltar ao tema.
Vejam que o efeito acontece também no meio chamado "secular". Um big evento pro Rock, em pleno Rio de Janeiro, terra da Bossa Nova.
Será
cultural? Ou subcultural?
Júlio Batista   |177.40.129.246 |28-09-2011 14:21:01
Esse texto me fez lembrar uma frase do Geraldo Vandré em uma entrevista:

"A quase totalidade dos brasileiros não vive mais no Brasil. Vive num amontoado"
Augusto Guedes     |200.233.70.205 |28-09-2011 17:11:06
Realmente Júlio, boa lembrança! É um amontoado de tantas coisas que às vezes não sabemos identificar o que é nosso. Valeu pela participação.
Richard  - Bela matéria.   |189.81.185.33 |06-10-2011 13:14:26
parabéns pela publicação pastor Augusto. realmente porque não dançar uma quadrilha junina, mas muitas igrejas tem grupos de coreografia e rap por exemplo ?? porque não apreciar eventos culturais com
ritimos regionais por exemplo ?? é muita restrição imposta sem fundamento nem explicação.a não ser pela questão cultural mesmo enfim. abraço fiquem com Deus.
Augusto Guedes  - Crer é também pensar     |200.233.70.205 |10-10-2011 10:50:30
Caro Richard,
Questões como essas tem que ser feitas a fim de gerar a reflexão. "Crer é também pensar". Obrigado pela sua participação.
Mauricío  - Olá para todos   |201.15.66.60 |20-10-2011 10:09:26
Muito bom tudo que aqui foi postado
Mauricío  - Olá   |201.15.66.60 |20-10-2011 10:10:18
Muito legal tudo que foi aqui colocado
Augusto Guedes  - Que bom     |200.233.70.220 |20-10-2011 19:22:13
Que bom que você gostou, Maurício!
Obrigado pela sua participação e um abraço!
wellington   |201.68.197.60 |01-11-2011 17:32:51
De uns tempos pra cá comecei a imaginar o pq de a gente sempre importar as "coisas" americanizadas pra cá. Comecei a olhar para os louvores ( tbm gosto de alguns louvrores americanos) e
comecei a me perguntar pq tudo q vem de fora é melhor do q o q está aqui?? Sempre valorizei e continuo valorizando as canções do nosso país. Um dia um pastor foi pregar na minha igreja. E entramos
nessa discussão, ele disse: "Na África eles tem os tambores, tem o estilo deles, no Japão tem seu estilo próprio de louvar o Senhor e sabe como louvaremos o Senhor lá na Glória? Holly, Holly,
Holly" (Jesus Culture). Isso me fez pensar o quanto somos dependentes dos americanos até pra louvar a Deus...
Augusto Guedes     |187.79.198.174 |01-11-2011 20:05:17
Wellington,
Será que nem no céu estaremos livres? rsrsrsrs. Não é desvalorizar o que vem de fora, mas saber dar valor ao que é nosso. Precisamos desenvolver isso cada vez mais, conhecendo, informando
e influenciando positivamente o brasileiro cristão a curtir a música brasileira, inclusive, a feita por cristãos brasileiros. Valeu pela participação!
Marcos Azevedo  - Excelencia!!!!   |70.145.86.136 |01-06-2012 15:41:19
Eis a diferenca , Aqui nos Eua eles fazem e investem no melhor ......Amo a musica popular brasileira as vezes peco perdao a Deus pois o som de violao e uma boa letra e voz desligo de tudo.....Creio
que temos muito talentos mas infelizmente a religiosidade faz com que a criatividade seja cortada quando dizemos que esse ritmo ou jargao esta diferente do padrao implantado pela
religiosidade....cresci ouvindo Janires, Sergio Pimenta, MPC.....uma geracao previlegiada mas infelizmente nao e midia, nao vende, mas pare e pense nas letras e veja a diferenca da repeticao de jargao
e imitacao enquanto os valores estao batalhando por ai sem nenhum apoio dos irmaos.....por fim e mais facil traduzir do que pensar , criar ou ao menos tentar....pois aqui tudo e muito bonito e
comercial.....e tambem eles investem em seus talentos e dao oportunidades para tal....com certeza o Senhor abencoa mesmo.....minha oracao que o Senhor continue abencoando nosso Brasil e irmaos....com
boas musicas.....bastar voltar os caca talentos e vamos todos ver....abraco. Guarana sempre.
Augusto Guedes     |187.79.220.42 |01-06-2012 19:50:23
Obrigado pela participação, Marcos. Os coca-cola's são exemplos em muitas coisas, inclusive em valorizarem e preservarem a sua cultura, além de investirem naquilo que é seu. Nós do guaraná é que,
apesar de gostarmos, terminamos não valorizando como deveriamos.
Abraço!
marcus  - Louvor   |189.26.220.146 |23-07-2012 18:02:48
Gostei muito texto, parabéns pelas sábias palavras. Tenho batido nesta tecla na Igreja em que congrego. Sou estudante de música nas horas vagas, por paixão. Trabalho como designer. E tenho, aos
poucos, na medida que desenvolvo mais capacidade com as cordas, trabalhado nas harmonias das canções e aos poucos com um grupo de meninos que tem a mesma visão, implantando no Louvor. O choque é um
tanto claro, mas, não vamos desistir. Comecei colocando um estilo blacksoul, e com isso, alguns se animaram. Agora tendo um pouco mais de domínio de acordes vou pular para a bossa e o samba. Sei que
Deus nos conhece por dentro, sem máscaras. Então ele sabe a minha paixão por música de alta qualidade que é a nossa música brasileira.
Augusto Guedes     |187.18.245.86 |24-07-2012 18:03:54
Caro Marcus,

Obrigado pela sua participação. O Senhor é aquele que realmente conhece os nossos corações. O importante é procurar adorá-Lo em tudo aquilo que fazemos, inclusive na música. E se
tivermos a oportunidade de educar o nosso povo com canções melhor elaboradas, aos poucos isso vai mudando, embora seja muito difícil ir contra a maré. Espero que o Senhor te dê perseverança, amor e
capacidade a cada dia.
Rodolfo Seifert  - AJUDA   |201.82.12.139 |04-11-2012 14:47:46
Augusto
Excelente texto. Incomoda-me a seguinte frase: "Em nosso meio, tem muita gente boa fazendo música brasileira e que a igreja brasileira precisa conhecer melhor! Podemos fazer uma lista
enorme!".
Quem tem a responsabilidade de selecionar e preparar canções congregacionais para cultos de domingo, semana após semana, mês após mês, ano após ano, se depara com a triste realidade de
pouquíssimas composições nacionais úteis para o canto coletivo. Seu texto menciona Viva Chama, do Jorge Camargo, que tem mais de 15 anos. Aliás, Jorge já não tem gravado mais cânticos congregacionais.
Bomilcar também não. Rehder está no céu. VPC parece ter interrompido a rica série Louvor. Silvestre, Arlindo, Glauber, Stênio e outros na nova geração (presente pra você Stênio...rs) não compõem com
ênfase congregacional. São na sua maioria canções belíssimas, ricas, em primeira pesssoa no singular. Onde estão as canções comunitárias (em primeira pessoa do plural) em linguagem tupiniquim?
Resta-nos o importado de bom conteúdo, que normalmente perde parte do conteúdo na tradução/versão, ou o nacional que "leva-e-traz a arca". Que o Deus de todos os refrigerantes nos ajude a
produzir muito mais guaraná pra servirmos melhor nossas igrejas.
Augusto Guedes  - Muito Boa Observação!     |187.79.252.81 |11-11-2012 02:18:51
Olá Rodolfo,
Excelente colocação. Realmente, tem surgido excelentes compositores em nosso meio. A música brasileira de qualidade em nosso meio não parou com a morte de alguns que foram promovidos ou
porque alguns outros não tem composto como antes. Porém, temos uma carência de músicas chamadas congregacionais sim. Você tem razão, embora possamos encontrar algumas exceções no próprio material
desses citados e entre outros, onde existem músicas excelentes e apropriadas para tal. Sugeri "Viva Chama" por ser um exemplo de música com característica bem brasileira para exemplificar o
que tentava falar, mas sei tratar-se de uma música antiga, embora existam outras mais novas. O último CD do Rehder traz canções novas a serem exploradas. O CD "Tua Presença Vai me transformar"
de Gerson Borges é um excelente exemplo, com músicas apropriadas para diversos momentos do culto. O CD do ISA-Instituto Ser Adorador, que preferia não mencionar por ter participado, é todo voltado
para essa idéia, na tentativa de preencher essa lacuna. E existem algumas outras opções. Por outro lado, vejo que nas próprias músicas do Bomilcar, do Kerr, e de alguns outros existem músicas que não
foram "exploradas" nesse sentido de serem utilizadas no cãntico congregacional e que são excelentes.
De qualquer forma, fica aí o seu registro com o qual concordo plenamente.
Para finalizar,
creio que a igreja brasileira está passando por uma mudança tal que irá gerar em seus cultos a necessidade de uma outra vertente de música, talvez mais reflexiva, para se ouvir, meditar, refletir,
etc.
Um forte abraço!
Rodolfo Seifert  - ...   |201.82.13.194 |21-11-2012 20:09:30
Augusto, obrigado pela resposta. Confesso que estes materiais todos que você gentilmente citou eu já garimpei. Usamos bastante coisa do Gerson, do Rehder ... mas realmente ainda é pouco. O CD do ISA
pra mim é uma deliciosa novidade. Tentei contato pelo site para comprar o CD mas não obtive retorno. Se puder, me dê uma dica de outra forma como posso adquirir o material. Vou trabalhar pra divulgar
as canções de vocês por aqui (Campinas-SP). Tem mais gente por aqui que (como eu) se sente no deserto e este trabalho pode representar um oásis.
No mais, intrigou-me sua última frase na resposta
("creio que a igreja brasileira está passando por uma mudança tal que irá gerar em seus cultos a necessidade de uma outra vertente de música, talvez mais reflexiva, para se ouvir, meditar,
refletir,etc"). Talvez fuja do tema deste texto que ora comentamos, mas gostaria muito de saber mais acerca do que você pensa. Fica aí o estímulo para um novo texto.
Grande abraço!
Rodolfo
Augusto Guedes     |187.79.209.49 |16-12-2012 11:34:03
Rodolfo,
Desculpa mais uma vez a demora na resposta.
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Última Atualização ( 27 de agosto de 2011 )
 
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