Crente é tudo bobo!
10 de julho de 2008

Por Whaner Endo

Foto: Luciana GutierresDepois de três dias imersos no mundo das letras, na 6ª edição da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty - saí com a nítida impressão de que esta é a visão que o mundo tem dos crentes: só tem bobo no meio da igreja. Mesmo com a importância antropológica ou pelo menos estatística dos evangélicos brasileiros, parece que quando se fala em artes e cultura somos um zero à esquerda.

Entre as mesas e as dezenas de atividades oficiais, além da Off Flip, Flipinha e eventos paralelos, sabe quantos foram voltados, especificamente para o público cristão? ZERO!

Mas, pensando bem... Será que era necessário que isso acontecesse? Acho que não!

Um dos problemas dos cristãos é a sua mentalidade de gueto. Ultimamente, até a pregação tem sido feita só para os de dentro da igreja. Se produzimos arte, ela quase sempre tem um caráter utilitário, pragmático, ou seja, ou é pra evangelização ou para ser utilizada nas liturgias eclesiásticas. Não existe “arte pela arte”.

Pensando assim, fica mais claro porque um evento como a Flip não tem - e nem deveria ter - uma programação específica para o segmento evangélico. Ainda mais nos moldes dos eventos “gospéis” que hoje existem. Se a principal feira voltada para o público evangélico é chamada popularmente de Expo-Babilônia, é sinal de que as coisas não andam muito bem por aqui...

Ano passado, um grupo de irmãos promoveu, com apoio de outros crentes de Paraty, uma “Flip Gospel”, com dupla musical evangelizando na praça e tudo mais... Pô, por que esse pessoal não se esforçou pra ir à Flip, em vez de tentar montar um evento no gueto? Vai entender...

Foto: Luciana Gutierres
Atividade da Flipinha, na praça
Só sei que, quem não foi esse ano, perdeu. E me disseram que a edição 2008 estava meio caidinha...

Relatos de um crente na Flip

Machado de Assis foi o escritor escolhido como tema – no ano de centenário de sua morte – para a 6ª edição da Flip, que ocorreu entre os dias 2 e 6 de julho na cidade  histórica. Para quem ainda não teve a oportunidade de participar, a Flip é simples assim: são feitas mesas-redondas com escritores de diferentes nacionalidades e que, supostamente, devem ligar-se por algum tema. Nem sempre isto deu certo.

Entre um intervalo e outro, a difícil escolha por onde seguir... Café Margarida, onde encontrei Veríssimo e Vitor Ramil na mesma noite; Porto da Pinga (não deixe de experimentar a “cachaça da cobra”... Isto mesmo: tem uma cobra dentro da garrafa!); Café Blend (o café coado na mesa tem um charme todo especial); ou uma das atrações paralelas lançadas pela Off Flip. Confesso que este era o lugar em que Machado estava mais presente. À exceção da mesa de abertura do evento, intitulada “A poesia envenenada de Dom Casmurro” e de uma ou outra exposição, promovida pelo Jornal do Brasil, e dos bonecos na praça, pouco se falou sobre ele. Ah, sim, os garçons dos principais bares das cidades estavam trajados com uma camiseta preta, com a chamada: “Quem foi Capitu?” Quem entendeu a brincadeira não respondeu à pergunta...

Enquanto isto, multidões espremiam-se nas ruas, parando volta-e-meia para pedir autógrafo ou fotografar algum ator ou jornalista global... Escritores que esperam por uma oportunidade recitam seus versos em prosa e poesia, deixando as ruas de pedra – feitas para se caminhar de tênis – ainda mais bonitas.

A mídia divulgou que esta Flip não teria estrelas. Realmente, alguns autores não eram tão conhecidos logo de cara, mas aí ficou a oportunidade de realmente conhecer um pouco mais da obra destes ilustres convidados. No total, 19 mesas-redondas, mediadas vez ou outra por algum escritor mais renomado, como é o caso de Veríssimo, que começou agradecendo a organização pela participação na Clip – Congresso Literário Internacional de Paraty.... Clip? Isto mesmo! Uma gafe logo no início, mas considerando seu humor tímido e indiscutível, todos simplesmente riram e levaram na brincadeira.

Nossas mesas

Com a “eficientíssima” venda de ingressos, fica difícil você escolher as mesas que deseja, mas graças a Deus (será que é por que sou crente?), consegui comprar os ingressos que queria na Tenda dos Autores. Importante destacar que, mesmo que você não tenha conseguido seu lugar na Tenda dos Autores, dá pra assistir às mesas na Tenda do Telão ou simplesmente sentar-se nas calçadas no entorno deste espaço.

Foi na Tenda do Telão que Ana Claudia e eu assistimos à primeira mesa: “A estética do Frio”, com Martin Kohan, Nathan Englander e Vitor Ramil. Com o moderador aparentemente nervoso, a melhor parte da conversa ficou com o argentino Kohan, que falou sobre Borges. Questionado sobre como era escrever numa era pós-Borges, simplesmente disse: "Borges escreveu sobre um futuro concreto, porque tudo o que fazemos hoje [após sua morte] é absolutamente passado", disse ele, enfatizando a atemporalidade do principal escritor argentino. Em seguida, contou que escrevera o romance durante a guerra das Malvinas, embora não se referisse diretamente a ela, procurando mostrar por meio do texto o que se ouve quando a política faz calar. Calou profundo!

Image
Mathew Shirts e David Sedaris
Já na Tenda dos Autores, Ana e eu aguardávamos ansiosos o início de conversa entre David Sedaris e Mathew Shirts. Foi a mesa mais divertida de todas a que assistimos. Também pudera: Sedaris, que é colaborador da New Yorker, foi eleito humorista do ano pela New York Times. Segundo ele, permaneceu apenas três dias com o título, afinal foi a edição do dia 10/set/2001 que o elegeu e, no dia 12/set a edição ‘extra’ do jornal já trazia outro americano na top list...

Homossexual assumido, Sedaris iniciou lendo um conto sobre sua experiência ao morar na França e ter de aprender francês (você pode assistir à mesa no YouTube, clicando aqui). Entre uma piada e outra, ele falou sobre a estética da literatura e os estilos de escrita. Segundo ele, normalmente reescreve diversas vezes seus textos antes de entregá-los ao seu editor. Hummm... Nossos autores poderiam aprender isso... Pra ele, esse processe de reescrita é algo penoso: “o primeiro rascunho de uma obra é prazeroso; os demais, passam a ser mera matemática”. Como é difícil achar autores, principalmente iniciantes, que acreditam na técnica, no estudo e na transpiração para escrever...

Já no dia seguinte, assistimos à mesa “A mão e a luva”, com Neil Gaiman (criador, entre outros personagens, do Sandman) e Richard Price (escritor e roteirista, que trabalhou com diretores como Spike Lee e Martin Scorsese), mediados pelo CQC Marcelo Tass.

Neil Gaiman fez a leitura do seu conto inédito “Other People” (pra mim, o ápice da Flip desse ano), atraindo a atenção das 600 pessoas, que lotaram a Tenda dos Autores e ouviram sua história – a narrativa e a arte do diálogo entre um homem e o diabo – em absoluto silêncio, para em seguida ser muito aplaudido (veja no YouTube).

Richard Price desvelou-se na arte de produzir diálogos em seus livros e, sabiamente respondeu ao Tass que os diálogos da vida real não servem pra nada na composição de seus textos... É verdade, você já prestou atenção em qualquer dialogo na mesa de um bar ou numa roda de amigos? Frases cortadas, idéias subentendidas... emoções e expressões dão a lucidez que as letras não podem transcrever...

Image
Luis Fernando Veríssimo e Tom Stoppard
À noite, nos preparamos para assistir à mesa mais aguardada da Flip, com Tom Stoppard e Luis Fernando Veríssimo: “Shakespeare, utopia e rock’n’roll”. No final, mesmo desapontados pela grande expectativa não atingida, saímos satisfeitos, talvez por ter a Mônica Waldvogel sentada ao nosso lado; talvez por ter ouvido - segundo o Volney Faustini - a melhor definição de pós-modernidade, através da releitura da cena entre dr. Richard Kimble (Harrison Ford) e Sam Gerard (Tommy Lee Jones), no filme “O Fugitivo”, quando Kimble afirma que ele não havia matado sua esposa e Gerard simplesmente responde: “I don’t care”.

Deixamos a última mesa de lado – “Como falar dos livros que não lemos”, com Pierre Bayard - porque, confesso, era um grande prazer dar nosso convite para que uma moradora de Paraty participasse da Flip pela primeira vez. Ela adorou! Missão cumprida.

Para um editor, respirar literatura 24h durante três dias é um alento, ainda mais se você trabalha com o segmento evangélico, onde literatura eu cultura estão em extinção. Foi uma pena encontrar poucos pares por lá... Além do casal Volney & Regina, de cuja companhia desfrutamos durante toda a festa e nos proporcionou o encontro com a Isabelli e os adoráveis proprietários da Pousada Bromélia, Ari & Célia; trombamos com o Carlo & Carla e o Ricardo Costa, na labuta. Ah... O Emílio Fernandes estava por lá e está preparando uma grande surpresa para o 2o semestre...

Paraty por si só já é um charme. Se você quiser se preparar pro ano que vem, não se esqueça: reserve sua pousada com vários meses de antecedência. Ficar no centro é legal, mas a água e a energia podem acabar. Então, vale a pena ficar mais afastado, ainda mais se for na Pousada Bromélias. Não deixe de visitar o Café Blend, Porto da Pinga, Margarida Café. Não caia no erro de ir à Pitangas Pizzaria... Pizza ruim e o serviço ainda pior. O Café Submarino (espero que estejam lá ano que vem) é um ótimo lugar pra você twittar, com internet de graça e um café bem honesto.

Se você é crente - e não é bobo, me escreve, pois já estou montando um grupo de amigos para flipar mais uma vez, em 2009!

Comentários
Adicionar novo Busca RSS
Oziel Alves  - EU NÃO SOU BOBOOOO     |201.54.129.80 |10-07-2008 17:27:10
Eu não sou bobo!!!!!!!! ahahhhahaha Estou nessa! Flip, ano que vem, na parada.
Att.
Oziel Alves
Whaner Endo     |189.102.97.54 |10-07-2008 17:33:45
Caraca. Tu é rápido, hein???

Acabamos de enviar o boletim. rs...

Olha lá... Agora é promessa.

Abração
Dan Queirolo  - Já é!!!     |200.186.176.66 |10-07-2008 18:09:26
Eu também já estou dentro da caravana crentês!!!

2009 é nóis!!!
Whaner Endo     |189.102.97.54 |10-07-2008 23:39:35
Essa eu quero ver... hehehe...

Já ta anotado!

Abração
Daniel Augusto Schmidt  - Também não sou bobo não   |10-07-2008 18:27:34
Caro Whaner
Já desde muito tempo tinha vontade de ir à FLIP. Só de ler o que você escreveu fiquei com mais vontade ainda...
Sabe, depois de ter lido seu texto, concordo ainda mais com o que Rubem
Alves disse: infelizmente o Protestantismno nacional ainda não foi capaz de produzir uma arte realmente importante...Logicamente, por culpa do tipo de evangelização que recerbemos... Onde estão os
nossos C. S Lewis? Os nossos Miltons? Em cento e poucos anos, eles ainda não apareceram...Mas sempre existe uma esperança, né?
Com relação à participação dos crentes na festa literária, acredito até
que eles poderiam sim fazer um certo evangelismo. Mas acredito também que eles devem participar das mesas,discutindo literatura. Procurando expor a sua fé de uma maneira um pouco mais
elaborada.

Como não sou bobo, vontade não me falta para estar na caravana ano que vem!
Whaner Endo     |189.102.97.54 |10-07-2008 23:43:47
Oi, Schimas.
Pois é... A gente também ficou cinco anso tentando ir e só conseguimos agora. Mas vale muuuuito a pena!
Claro, a espernaça é quem apaga a luz, né não?
Mas, nessas minha andanças tenho
visto muito cristão artista "bom pra dedéu"... Se eles não apareceram ainda é mais um problema da indústria cultural, embora eu seja mais adepto ao Apocalípticos e Integrados do Umberto Eco...
rs...
No fundo, tenho certeza que tinha muito crente no meio daquelas pessoas, mas seria muito bom se a gente não tivesse que quase se esconder pra ir a um evento como a Flip, né não?

Abração.
Eduardo Paulo   |201.81.95.164 |11-07-2008 21:12:29
Essa Expo é uma vergonha mesmo.
Whaner Endo     |189.102.97.54 |13-07-2008 21:05:11
Oi Eduardo,
Participei das primeiras Expo, quando ela ainda se chamava Ficoc.
Lembro que a grande maioria dos expositores eram editoras e, com isso o ambiente era mais tranquilo e, mesmo que o
objetivo fosse venda, o evento também tinha um caráter cultural.
Hoje em dia, entendo porque muitos a chamam de Expo-babilonia, já que virou uma grande feira para qq coisa que vc queira vender ao
segmento evangélico.
Se eu tivesse grana (rs...) e tivesse que esolher entre a Expo e a Bienal do Livro, eu iria pra bienal já que estaria trabalhando bem o posicionamento da marca da W4. Como a
venda, nos dois casos são muito cara (custo de chão + montagem + material + equipe + taxas + desconto + transferência de venda do escritório para a feira + etc) eu iria pra Bienal.
Acho triste que a
Expo seja a referência, para os não-cristãos, do que é ser cristão. Se fosse referência em como ganhar dinheiro ou visão empresarial, ai ainda vai, mas o pessoal a tem confundido com o "ser
igreja"...
Abração
LEVI NAUTER  - bobagens     |189.102.97.54 |14-07-2008 10:28:25
Aqui no Rio Grande do Sul temos a Feira do Livro na praça da Alfândega, bem no centro de Porto Alegre. É a minha Flip, ou melhor, onde posso ir.

Também aqui no Rio Grande há uma disparidade com o
cristianismo. Ouço muito que precisamos de um avivamento, de um povo que venha nos fazer missão do Centro do país. Eu obviamente que discordo. Nossa espiritualidade está refletida no número de
não-evangélicos e nos que se definem como espíritas ou espiritualistas. Há até um péssimo livro - chamado Forças Ocultas – que tenta, a meu ver sem sucesso algum, desvendar os mistérios dessa 'inhaca'
na qual o diabo parece triunfar sobre deus.

Penso que para diminuirmos os bobos teremos de fazer um esforço “sobremodo excelente” a fim de que os bobinhos, primeiro, tornem-se leitores e, segundo,
leitores mais exigentes e ainda, terceiro, não façam distinção entre literatura cristã e literatura profana. Isso pelo menos é o que percebo enquanto ministro minhas aulas sobre nossa língua e
literatura.

Outro dia quase fui escurraçado por aluno crente a quem dei como atividade ler o texto 'Vendi a alma', do Cony. Para ele era uma afronta só o fato de ler um texto como aquele.

Assim
é brabo...

Levi Nauter
Whaner Endo     |189.102.97.54 |14-07-2008 10:09:55
Oi, Levi.

Cara, quero muito conhecer a Feira do Livro do RS. Sempre ouço falar muito bem dela, principalmente por essaa relação que ela tem com o povo, por ser feita na praça. A Tânia Rösing,
coordenadora da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, grande amiga, sempre me cutuca para ir à feira.
Pois é, a batalha é grande, mas acho que mesmo como um exército de brancaleone, podemos
fazer diferença, a começar ao participar de eventos culturais por todo esse brasilzão!

Abração,
Daniel Augusto Schmidt  - Bobagens   |14-07-2008 11:36:35
Passei por uma situação semelhante à do Levi. Numa das igrejas que frequentei, uma senhora estava assustadíssima porque seu filho havia assistido As Crônicas de Nárnia... Ela pensava que o fauno, o
Sr. Tumnus era um demônio...Pode?
Whaner Endo     |189.102.97.54 |14-07-2008 12:26:17
Oi, Schimas.

Hehehe... Será que eu conheço essa igreja?
Imagina quando eu falo que eu ouço U2 e que o Bono tem grande influência do cristianismo e, em especial da Bíblia?
Ou, imagina como vai ser a
repercussão quando a gente lançar o livro Gandhi & Jesus - O poder salvífico da cultura da não-violência... ai ai ai...

Abração
Ricardo Dini     |200.102.131.69 |10-09-2008 19:57:59
legal Whaner!

Também gosto muito do Bono e do Gandhi.

acho q tu vais curtir o som da banda que eu toco: www.oitavodia.palcomp3.com.br

Há braços!
Volney Faustini  - Levou quase uma eternidade   |15-07-2008 08:23:57
Para eu começar a pensar. E olha que me considero um privilegiado no meio da crentaiada. Infelizmente ainda não temos um mínimo de preparo como povo - e daí basta olhar em quem se arvora ser nossos
líderes.

No ano passado comentamos eu e o Carlo, que os 'nossos' editores' não estavam presentes. Este ano pelo menos engrossamos um pouco mais o caldo, mas ainda falta - e muito!
Whaner Endo     |15-07-2008 14:15:22
Oi Volney,

É verdade, a massa disforme que é a matriz evangélica não tem preparo algum e, por isso surgem os arautos da fé que não representam a ninguém.
Bom, pelo jeito ano que vem o caldo já vai
estar parecendo uma canja (sem trocadilho)... Vamos ver quando ele vai virar uma feijoada, só pra lembrar nosso convescote no domingão... Bendito Ari!

Abração
Laércio Miranda  - FLIP 2009. tô nessa     |189.78.198.83 |16-07-2008 22:11:15
ME incluam na caravana! acompanhei a Flip pelo blog do Marcelo TAS. e agora soube que voce também estava lá. invejei.
Me chamem para 2009
Whaner Endo     |17-07-2008 00:59:16
Opa!
Mais um... Assim, vamos lotar a Pousada Bromélias... Quem sabe o Ari & Célia não armam uma programação só pros crentes bobos? rs...
Fábio Soares  - E qual a diferença ?   |189.25.55.253 |25-07-2008 13:20:07
Gostaria de saber qual a diferença de ir em um evento deste que infelismente não há nada de cultural para minha pessoa, pois minha cultura não é essa. Mas gostaria de saber qual foi a diferença que
ele fez lá, Pois ele não escrevem nada para cristão pq eles não entendem nossas vidas e se ele nunca falar que é cristão nenhuma editora irar querer publicar nada para cristão. Se toda vez que ele
fosse nesse evento e criticasse o evento por não ter nada cristão derepente poderia mudar essa história, mas esperar que os pastores mudem isso é utopia.
Whaner Endo     |189.102.97.54 |25-07-2008 13:40:01
Oi, Fábio.

Você tem ido ao cinema, teatro, jogo de futebol, museu? Qual foi a última vez que entrou em uma livraria não-evangélica?
Bom, o evento foi extremamente importante, pois se tratava de
literatura, algo fundamental para qualquer pessoa.
Por que você acredita que essa não é a sua cultura? Você vive no mesmo mundo que aquelas pessoas e é ai que a gente te de fazer diferença, não nos
isolando em um tipo de aquário, achando que tudo que não é evangélico não é bom.
Pra gente fazer diferença, ou cair na graça do povo, como fala lá em Atos, a gente precisa se envolver.
É claro que
tem coisa ruim sendo publicada por editoras não cristãs, como também tem muito lixo publicado pelas nossas editoras.
Você conhece o CS Lewis? O do Crônicas de Nárnia? Ele não escrevia pra gente da
igreja, mas escrevia pra todas as pessoas. Ou você acha que a Bíblia é só pros crentes?
Você se engana ao achar que as editoras seculares não estão interessadas nos crentes... Hoje, já somos um
"mercado" interessante para eles...

Bom, mas o mais importante acho que é a gente pensar em como participar da cultura onde a gente está inserido... Será que se isolar no nosso gueto é a
solução? Cara, você estudou em escola secular, né? Vc acha que tudo que vc aprendeu não presta?

Com certeza, esperar que o nosso clero seja o responsável pela mudançã que a gente aguarda é jogar a
culpa e a responsabilidade sobre um grupo de pessoas que tem todos os erros e acertos que a gente também tem.

Andy Crouch afirma que a gente não tem de apenas viver a cultura, mas produzir cultura,
se quisermos fazer diferença.

Valeu pelo tempo que vc investiu em comentar o texto.

Abração
Alexandre Pralon  - Pensamento   |189.24.26.155 |31-07-2008 18:28:22
Olá, Whaner.
Gosto de seu olhar crítico, pois não dar mais para fica com essa cultura de dicotomia no meio evangélico. Tenho trabalho bastante para gerar pensamentos judaicos Cristãos, mas tem sido
bem difícil até ninguém quer deixar os seus guetos, pois estão confortáveis em alimentar o seu eu.
Num evento como esse que tem sua representação na história do Município e do Estado do Rio a nossa
expressão como
Alexandre Pralon   |189.24.26.155 |31-07-2008 18:30:55
Olá, Whaner.
Gosto de seu olhar crítico, pois não dar mais para fica com essa cultura de dicotomia no meio evangélico. Tenho trabalho bastante para gerar pensamentos judaicos Cristãos, mas tem sido
bem difícil até porque, ninguém quer deixar os seus guetos, pois estão confortáveis em alimentar o seu eu.
Num evento como esse que tem sua representação na história do Município e do Estado do Rio a
nossa expressão como
Julio Cesar Soder   |18-10-2008 16:04:57
avatar Ainda não sei por que mantemos essa mentalidade de gueto. Tenho a impressão que é uma excessiva "espiritualização" de tudo. Como se o Espírito Santo tivesse que fazer as coisas a revelia de
nossa vontade, quer dizer, não precisamos estudar, esforçar, dar duro.
Onde o povo de Deus arrumou a idéia de dissociar o natural do espiritual? Jesus, em carne, não teve um ato sequer meramente
"humano" e nem um ato totalmente "espiritual". Quem foi o engraçadinho que achou que poderia separar as coisas em "secular" e "sagrado"?
Talvez a mentalidade de gueto
seja um problema de identidade; complexo de inferioridade ou coisa parecida. Logo nós que temos o Senhor do universo, onde todos os tesouros da sabedoria e ciência estão ocultos (e parece que bem
ocultos) e que temos a mensagem mais importante do mundo.
Mas ainda há um fator determinante nesse isolacionismo; é um tal egocentrismo; fruto de uma pregação evangelística antropocêntrica e parece
não estar muito disposta a sair de cena.
lucas manoel (pastor pinduca)  - eu, que não sou bobo também...     |189.25.131.84 |15-01-2009 20:34:57
estou lançando um livro com ilustrações (próprias) e textos do meu blog... um amigo disse para entrar em contato com você, já que o site é cristão, mas não é direcionado ao "gueto"!
paulo rodrigues  - parece mas não é   |187.6.254.82 |02-12-2011 07:53:30
caracas sab eu tenho percebido nos ultimos tempos a falta de enteresse de muitos crentes mas té mesmo pq a cada ano que passa sempre é a mesma coisa hoje vc nem precisa ir na igreja ki vc ja sab qual
é o ritimo dos cultos é quase a mesma coisa da igreja catolica todas as vezes é a mesma coisa intão temos muitos irmão catolicos que já nem vai mais nas missas sab pq?????? ja sabemos a missa di cor
aaaaaaaaaaaaaaaaaa i tem mais lideres andando sempre di carro do ano e os pobres colaboradores sempre di bicicleta ou a pé falar mesmo a verdade bom outra hora falaremos mais
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
 
Website:
Título:
 
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

*** Gostou do artigo? Então, RECOMENDE para um amigo. Não gostou? Indique para um inimigo! CLIQUE AQUI. ***

Última Atualização ( 10 de julho de 2008 )