| War Games - Qual é a diferença? |
| 20 de novembro de 2007 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Aqueles eram os eternos anos 80: o filme, em sua tentativa de resolver vicariamente o conflito da guerra fria, reflete adequadamene o bom-mocismo de toda a minha geração. Concluo que, além de aventurona competente, o filme foi embrionário em mais de um sentido. Primeiro, no inconcebível mundo pré-internet em que todos vivíamos, Jogos de Guerra foi para muitos de nós o primeiro veículo de divulgação de conceitos que hoje são onipresentes: coisas notáveis como um computador conectando-se a outro pelo telefone, a vulnerabilidade de sistemas de segurança a ataques externos e a idéia de que todo desenvolvedor acaba deixando em seu sistema uma porta dos fundos de que alguém pode se beneficiar. Modems, hackers e backdoors – palavras e conceitos com que demoraríamos mais vinte anos para nos familiarizar, são elementos fundamentais do fio narrativo de Jogos de Guerra. “O único modo de ganhar é não jogando.” Segundo, Jogos de Guerra foi em seu proselitismo parte essencial da consolidação da posição pacifista de muitos, inclusive da minha. A moral estarrecedoramente lúcida da história não poderia ficar mais clara do que na confissão final do computador a seu criador: ”[A guerra] é um jogo estranho. O único modo de ganhar é não jogando”. O mesmo já tinha sido dito antes, mas nunca com a mesma pirotecnia e a tanta gente. Hoje em dia – ai de nós! – até mesmo os profetas de Hollywood se calaram, e não ocorreria a ninguém, nem mesmo ao doce Spielberg, sugerir a paz como possibilidade a ser levada a sério. Finalmente, Jogos de Guerra foi, mais do que Tron, do ano anterior. e tanto quanto Brainstorm, do mesmo ano, precursor e profeta do mundo de Matrix (1999), em que finalmente se dissolve a barreira entre realidade e simulação. Depois de desencadear uma crise internacional ao convidar o computador do Comando da Defesa Aerospacial Norte-Americana para um jogo amigável de Guerra Termonuclear Global, o personagem de Matthew Broderick digita nas letras verdes da antiquada tela negra de fósforo:
Depois da conveniente pausa dramática o computador responde, em maiúsculas na tela e audivelmente em distorcida voz sintetizada:
Fonte: Bacia das Almas
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| Última Atualização ( 20 de novembro de 2007 ) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||